Pessoas, um álbum no Flickr.
domingo, 29 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A ansiedade das escolhas
Optar por isto ou aquilo faz parte da nossa rotina. Saber conviver com essas decisões pode ser libertador. Confira a reflexão!
Como escolher entre dois conjuntos de valores tão importantes?
Ilustração: Nik / Reprodução revista VIDA SIMPLES
Texto de Eugenio Mussak na página "Revista Vida Simples".
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O limite entre a ilusão e a realidade
Circulou na mídia a notícia de um possível estupro transmitido ao vivo por um programa da TV brasileira. Não podia deixar de expressar minha opinião, ou melhor, minha indignação pela forma como foi conduzido o caso pela emissora que ofereceu mais este lastimável episódio da triste TV aberta deste país.
A analise é sob o ponto de vista do que é realidade e o que é ilusão. Vamos lá.
Ilusão
Vai para o ar uma cena de um possível estupro em um programa de televisão.
Reality
Um "jornalista" que conduz o programa entra no ar e diz: o amor é lindo!
Ilusão
Varias reclamações do público chegam ao Ministério Público, a emissora, as autoridades; a polícia abre uma investigação e o protagonista do caso é expulso do programa.
Reality
O mesmo "jornalista", apresentador, vai ao ar novamente e esclarece ao público que o protagonista do suposto estupro violou as regras do programa e foi expulso por "comportamento inadequado"!!!!
Estupro não é mais um crime hediondo, é um "comportamento inadequado" que violam as regras do programa em questão e não a lei vigente do país!
Ilusão
As pessoas ficam preocupadas com a integridade da vitima.
Reality
A suposta vitima continua sorrindo no programa, junto a um monte de pós-adolescentes fingindo nada ter acontecido, claro, um suposto estupro agora é um "comportamento inadequado".
Em outros tempos discutia-se onde estava a verdadeira realidade entre o sonho e a vida desperta. Mas, hoje definitivamente devemos estar apenas sonhando.
Beiramos o absurdo com estes programas, verdadeiros "reality show de horrores" que já perderam completamente a noção de valores. Um programa de TV que supera a lei, a moral ou qualquer bom senso para tratar um assunto como este.
E para terminar, ou melhor para dar continuidade a este show de horrores o mesmo "jornalista", apresentador, solta a seguinte pérola: "o show deve continuar".
E se este suposto estupro terminasse em uma gravidez indesejada?
Acho que talvez a criança seria convidada a participar de outro programa: o show da vida!
Os Maias que me desculpem o plágio, mas é o Fim do Mundo...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
2012: a hora de ser Você Mesmo!
O texto completo está na página "Textos de outros autores".
É de uma amiga que escreveu pouco antes de passar por uma importante experiência que abrirá à ela outros caminhos em 2012.
Vale a pena ler!
Não importa o que você tinha planejado, em quem você acreditava que precisava ser, ou o que os outros esperam de você; importa que você já está sabendo que o seu melhor está em SER QUEM VOCÊ É E PARA ISSO, VOCÊ SÓ PRECISA SER VOCÊ MESMO!!!
Feliz 2012!
Não importa o que você tinha planejado, em quem você acreditava que precisava ser, ou o que os outros esperam de você; importa que você já está sabendo que o seu melhor está em SER QUEM VOCÊ É E PARA ISSO, VOCÊ SÓ PRECISA SER VOCÊ MESMO!!!
Feliz 2012!
Postado por Daliani Ribeiro às Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ensaio: Natureza
As vezes, detalhes nos passam despercebidos, mas não menos beleza possuem
e mesmo pequenos, podem encantar olhos mais atentos.
e mesmo pequenos, podem encantar olhos mais atentos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Chegou o Final do Ano!
Acabou!
Mais um ano se foi... hora de parar de fumar, de emagrecer, de se inscrever na academia (de ginástica, na de letras só convidado) e principalmente de ficar bom...
Todas aquelas “maldades” que pensamos em 2011, aquelas mentirinhas, aqueles desejos... tudo ficará para trás, seremos novas pessoas!
Para uns, um sentimento de virar a mesa! Mudar a vida. Quase um sentimento de ganhar na sena. Sozinho! Acumulada!
Hora de distribuir abraços, presentes, desejar à todos muita paz, alegria, saúde e tudo de bom: para toda a humanidade!
Olha, são tantos votos que a gente começa até a acreditar mesmo.
Este clima dura entre, mais ou menos, 20 de dezembro e 2 de janeiro.
Aí... começa de novo. A primeira fechada do ano no transito... a paz vai embora. Os palavrões entram no lugar de: desejo a você um ano com muita harmonia, entre outras coisas.
Porque isso acontece?
A data sugere um renascimento, tanto pelo lado religioso, o aniversário de Jesus, quanto pelo início de um novo ano (calendário ocidental).
Mas, porque as pessoas não se preocupam em dizer tantas palavras amáveis às outras durante os outros quase 350 dias do ano. As vezes, muito pelo contrário.
Seria interessante se em abril alguém enviasse um email assim: Desejo a você um segundo trimestre cheio de luz, amor e muita, muita, Paz!
Ou então, em agosto: Caro, apesar do mês ser relacionado ao cachorro louco, quero que você realize todos seus desejos e que seja muito feliz. Um feliz segundo semestre para você e todos seus familiares.
Imagina só: Que o menino Jesus te ilumine neste junho. Foi muito bom ter você como amigo, espero que continuemos nossa amizade em julho, agosto e setembro também.
Mas não, só se fala isso em dezembro, como se Jesus só pudesse iluminar alguém no mês de Natal. As palavras Luz, Paz, Perdão, Amor e muitas outras tomam um significado muito maior em dezembro.
Ah... outra importante é: Sucesso!! Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e Vender! Não basta o dinheiro no bolso, tem que negociar a saúde que está sobrando. Sucesso!!
A única coisa que permanece durante todo o ano é o amigo invisível, principalmente se você estiver precisando de dinheiro.
As vezes nos esquecemos que a vida não está diretamente ligada as datas, e que as pessoas e seus sentimentos existem todos os dias de nossas vidas.
Seria muito bom se este desejo, quase que irresistível, de amar a todos no final do ano, permanecesse durante todos os dias de nossas vidas.
Enfim, o que eu posso fazer?
Talvez desejar à todos um natal cheio de luz (mesmo que alguém já tenha me lembrado que o aniversário é de Jesus e não de Thomas Edson), paz e um ano novo com muito equilíbrio, amor e saúde. Só para dar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Comer, rezar e amar.
Comer.
A primeira coisa que vêm a cabeça é mais abaixo do cérebro.
Mas tem a gastronomia. A alquimia dos sabores. Aí se eleva um pouco o pensamento.
Se mantém entre o estômago e o cérebro. Boa coisa. Bons vinhos, a mistura entre temperos, odores, sabores e... "aquilo". Muito bom. Muito ligado ao prazer. O prazer de comer. Combinação de sentidos, mistura de sentimentos, uso dos sentidos... Visão, paladar, tato, olfato... resumindo... prazer.
Rezar.
Bem mais complicado. É bem mais acima do cérebro. A troca: eu faço bem feito, recebo a felicidade. Causa e efeito? Carma? Alquimia do pensamento. A elevação do pensamento é fundamental. Se mantém entre o céu e o cérebro. Boas ações. Mistura de racionalidade e sublimação. A luta entre o conhecimento e a sensibilidade. Luta entre a culpa e a libertação, entre a matéria e o espírito. Matéria, muitas vezes, é igual a dinheiro, consumo, ganância, preconceito, poder, domínio... complicado... Muito do sentido da existência. Uma necessidade de cada um. Talvez a mais importante observação de nossa caminhada.
Amar.
Não sei se estamos prontos para isso. Muito mais que os dois primeiros itens. Está entre o céu e o divino. É bem mais acima de que qualquer sentimento humano. Alquimia da paz, do bem estar e do pensamento também, porque não? Incondicional, fundamental para que ele exista. Não há luta.
Amor é a elevação, felicidade, olhar, sorriso sincero, humildade e principalmente: doação. Doação.
Vivemos entre o comer e o rezar. Na maioria das vezes muito mais perto do comer, de vez em quando pendendo ao rezar. Mas acho que quase sempre um pouco longe do amar.
Então... será que não está na hora de mudarmos um pouco a faixa? Será que não conseguimos virar o disco?
Acho que dá sim. Se não... pelo menos dá para tentar.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
História da Humanidade - Capítulo Final – Além da Vida
Morreu. Pronto acabou! Será?
A humanidade continua se você morrer, claro. Mas e se todos morressem ao mesmo tempo?
O Apocalipse, Nostradamus, os Maias e mais inúmeros povos e profetas já marcaram uma data para o fim da humanidade. A data mais popular do momento é o ano de 2012, profetizada pelo calendário Maia (cultura pré-colombiana estabelecida entre 1.000 a.c. a 250 d.c.).
O que nem todo mundo sabe, é que, se por um acaso o mundo não acabar em 2.012 já tem uma nova data para o fim. E desta vez conta com um nome de peso assinando a profecia. Nada mais nada menos que o físico britânico Isaac Newton. Ele mesmo, o da maçã, sem mordida (não confundir com o Steve, onde a maça já estava mordida e nem com Adão, que mordeu a maçã depois). Newton viveu entre 1.642 e 1.727, estudou profecias apocalípticas escritas na Antigüidade, tentou decifrar o que ele considerava conhecimentos secretos, conhecimentos codificados nas escrituras sagradas.
Entre os manuscritos do cientista, há um no qual ele tenta calcular o fim do mundo segundo o livro do profeta Daniel, no Antigo Testamento, e chega à conclusão de que ele acontecerá no ano 2.060. Sorte que ele afirma não ter 100% de certeza, apesar dos estudos terem a mesma meticulosidade demonstrada em seu trabalho como cientista.
Melhor que os Maias, ainda nos sobra uns 48 anos...
Bom, mas a pergunta ainda continua. E se acabar?
Sem entrar no mérito religioso, onde cada um tem a sua, é interessante citar que existem inúmeras religiões no mundo e pelo menos dois terços da população em mais de 80% dos países do mundo seguem alguma religião (fonte: PubliFolha) e grande parte delas afirmam que o final não está em nosso fim.
Enfim (se é que existe final), poderia ficar horas e horas falando sobre as possibilidades da humanidade após um possível término, mas achei melhor lembrar um conto budista que pode nos ajudar nesta difícil tarefa de falar do além. Ele é mais ou menos assim:
“Um dia, um jovem budista em sua jornada para casa, veio para as margens de um rio largo. Parando irremediavelmente no grande obstáculo a sua frente, ponderou... como atravessar tal barreira?
Estava prestes a desistir de sua jornada quando viu um grande mestre do outro lado do rio. O jovem budista grita para o mestre:
"Oh sábio, você pode me dizer como chegar ao outro lado do rio"?
O mestre pondera por um momento, olha para cima e para baixo e grita de volta:
"Meu filho, você está do outro lado".
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VIVER COM EQUILÍBRIO!
Em uma conferência numa universidade americana, Brian Dyson, ex-presidente da Coca-Cola, falou sobre a relação entre o trabalho e outros compromissos da vida. Disse ele: Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com cinco bolas que lançam ao ar. Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.
O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.
Entendam isso e busquem o equilíbrio na vida. Como?
Saiba como na página "Textos de outros autores". Muito bom, não deixe de ler!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Assuma suas culpas para ganhar liberdade e viver melhor
Assumir a culpa é um fator importante para se livrar da angústia das suas escolhas impensadas, seguir adiante e viver melhor.
Confira na página "Vida Simples". Boa leitura!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Uma homenagem a Tom Jobim
Dentro dos meus braços, serão milhões de abraços. Não quero mais esse negócio de você longe de mim. Elizetes e tantas Marias... Não esperávamos que tudo se turvaria. Mesmo assim, ainda se vê da janela um cantinho de céu e o Redentor... sempre de braços abertos.
É... só eu sei... quanto amor eu guardei... Mas o amor sabe um segredo: eu sou mais você e eu.
Podem me pedir e me rogar, podem falar mal que não faz mal, agora, eu vou te contar, fundamental mesmo, é viver um grande amor.
Quem nunca amou não merece ser amado e quem não pedi perdão, não é nunca perdoado.
Se as vezes eu desafino, devo argumentar, os desafinados também tem um coração.
Quem nunca amou não merece ser amado e quem não pedi perdão, não é nunca perdoado.
Se as vezes eu desafino, devo argumentar, os desafinados também tem um coração.
Você esta vendo só como tudo ficou? Não se tem mais tempo para sonhar, onde está a velha chama? Já vou eu de novo como um tolo, colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto a mau tratar meu coração.
Mas a vida é fazer uma musica bonita, um verso, alguma coisa que faça alguém feliz.
Enfim... sou apenas um pobre amador, apaixonado, navegando no azul do firmamento, um aprendiz do meu amor, como um brilhante repartindo a luz em sete cores, em sete mil amores, esperando apenas a beleza que não passa sozinha...
É pau, é pedra, as vezes parece ser o fim do caminho... um pouco sozinho, um caco de vidro, mas também é a vida e o sol. Um mistério profundo.
Chega de saudade, a realidade é que os pingos de chuva que ontem caiu ainda estão a brilhar, ainda estão a cantar.
Vamos sair para ver o sol.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Facebook, a alegria das agências de viagens
Alem da alegria interminável, das frases de amor e solidariedade que brotam todos os dias como flores na primavera, das amizades profundas que se reavivam, dos pensamentos profundos que levantam poetas, filósofos e pensadores de seus túmulos o facebook promove o grande mercado de turismo mundial.
O carro zero, que em tempos anteriores era o grande sonho de consumo e de status, onde várias pessoas economizavam horrores para ter um, foi destruído pelo Face em fração de meses!!
Agora o grande sonho dos plugados as redes sociais, principalmente os “faceanos” é: postar uma foto de uma viagem ao exterior!
Nada mais prazeroso que você estar em um mundo distante, ficar feito um boneco na frente de uma paisagem (tem que ser conhecida) e dar aquele click final... PUBLICAR!
Pronto, sou um cidadão do mundo. Alguns lugares são fundamentais: Paris, Neve (mesmo que seja no sul), ruínas, Europa em Geral e EUA (este é sempre importante).
É mais “cool” se postar alguma frase em outro idioma. Isto te eleva para outro grupo de “faceanos”, o grupo dos que viajam e falam outras línguas.
Não basta ser inteligente, sensível a todas as causas, amigo de todas as pessoas, você tem que viajar. Fotografar. E o mais importante: Publicar! Agora sim, o ciclo está completo.
Para auxiliar a todos que estão com viagem marcada, maquina com a bateria carregada, penteado especial, vai umas dicas de frases para postar:
Aquele que quer ser discreto, mas quer que todos saibam onde ele está;
Foto: Pessoa como boneco na frente e Torre Eiffel atrás;
Frase: Está frio aqui, como está o tempo ai?
Aquele que sabe que o amigo está em dificuldade financeira e quer espezinhar;
Frase: Estou aqui em NY, quando você vem?
Aquele que quer mostrar que viaja sempre (e de quebra quer mostrar que também é “rico”);
Frase: Nossa... viajar 12 horas de avião é muito cansativo, imagina na classe econômica então?
A primeira viajem;
Posta 17 fotos por dia, e escreve tudo que vem a cabeça: aqui é incrível!!! Que lindo!!! Nossa!!! Nossa!! Nossa!!! (foto desfocada que só ela sabe o que fotografou) Olha isso!!! Diversas fotos escuras, sem foco, borradas que ninguém consegue ver nada de baladas, festas, quarto do hotel, ela no banheiro, abraçando estátuas, fazendo caretas para a máquina, enfim...
O casal;
Estavam quase separando, o marido mal fica em casa, os vizinhos andam com algodão no ouvido por causa da gritaria e lá vai:
Foto: abraçadinhos em um parque sorrindo;
Frase: Nova lua de mel.
Para os que estão sem grana vale o aplicativo “check in”, aquele identificador de locais, que mostra você no restaurante, você no teatro, você no barzinho... pena que não dá para postar foto, mas vai um mapinha para ilustrar... fazer o que...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A cada dia deixamos um pouco de ser animal
Há milênios trava-se uma luta para o domínio da mente. Em diversos momentos um grupo se reúne para decidir quem você é, em que acreditar, o que dizer, o que fazer, a quem adorar e a quem odiar. Isto se faz através de inúmeros mecanismos: religiosos, políticos, filosóficos e culturais. Como sair dessa “cilada” criada por quem tem o domínio sobre a maioria. Domínio este, financeiro ou cultural.
Vivemos um tempo onde ganha espaço o pensamento, isto pode ser bom e ruim, da mesma forma que aprendemos a pensar livre, podemos ser dominados por pensamentos externos, neste caso a informação e seu controle passa a ter um grande peso. Podemos viver um tempo em que a escravidão volta a tona, só que agora com uma nova forma: escravidão mental; onde os principais fatores de controle é o financeiro e o cultural, já citados acima.
No âmbito financeiro, é de forma clara, você depende de dinheiro para a satisfação de suas necessidades contemporâneas, que crescem a cada dia, e devido a isso se submete ao sistema de trabalho excessivo que tira muitas vezes a possibilidade de estruturar pensamentos e se dedicar a práticas mentais saudáveis. O estresse acaba sendo o dono das ações em muitos momentos o que agrava esse circulo vicioso letárgico.
Quanto ao fator cultural, o termo “Soft Power” cunhado por Eric Hobsbawm, nascido no Egito, professor emérito da universidade de Cambridge exemplifica o domínio cultural e ascensão do império americano através do cinema, literatura, moda, estilo de vida e todo seu aparato. Não é pela força física, onde eles mesmos já perderam mais de 4 trilhões de dólares em suas investidas bélicas, o que causa hoje um grande déficit ameaçando seu poderio econômico mundial.
Estamos em outros tempos. Cabe a cada um de nós o entendimento do tempo em que vivemos. O que era normal em outras épocas hoje nos parece absurdo.
Seria ótimo se pudéssemos zerar nossa memória e olharmos este mundo de transição de outra forma. Esquecermos momentaneamente nossas crenças, reanalisá-las. Deixar para traz os preconceitos e poder olhar de cima nossas vidas, como olhamos o andar de formigas em seu eterno vai e vem, em filas, cumprindo seu papel em sua organização.
A luta é dominar a própria mente, o que talvez seja mais difícil que entregá-la aos ventos da contemporaneidade.
Esquecer nossa necessidade de subsistência e acreditar que o mundo começa a melhorar com a melhora de nossa qualidade de pensamento. Sem influências, com análise de tudo e compreensão do que nos é dito. A decisão da libertação é exclusivamente de cada um. Instrumento para isso todos tem, informação também, é preciso um pouco de tranqüilidade para pensar sobre tudo com a mente limpa.
Vivemos hoje ainda com alguns resquícios tribais quanto aos ritos, formas organizacionais entre outras manifestações, mas observando as mudanças no mundo árabe, como um dos exemplos, através das quedas de seus ditadores, podemos ver que a forma humana de se organizar começa a experimentar outros ares.
Temos novos caminhos à trilhar. Com valores fundamentados realmente no bem estar de todos, no desenvolvimento humano em seu sentido mais amplo, na valorização do conjunto e não da individualidade, no respeito aos limites naturais, no entendimento da cultura e da arte como formação humana e não apenas como entretenimento e diversão. Mas cada coisa a sua hora. E estamos nesta hora. De nos libertarmos de um sistema escravagista e controlador para nos tornarmos pessoas mais livres e completas.
Até por uma analogia ao nosso nascer, crescer e morrer na terra, podemos dizer que caminhamos para sermos a cada dia menos animal, menos corpo...
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
No fundo, no fundo....
Todo mundo quer ser rico, bonito e cheiroso. Quer ter uma casinha de final de semana em Mônaco, curtir um "friosinho" nos Alpes, repensar a vida Paris, sair um pouco da dieta na Itália e quem sabe espiritualizar-se um pouco ali na Índia. Índia... humm... um "pouquinho" mais para baixo, ali em Bali. É exótico também.
Enfim, todo mundo quer ter sucesso, muito sucesso.
Essa é a grande caminhada para muita gente, mesmo sabendo, lá no fundo, que não vai dar certo.
Mas tem a propaganda, essa propaganda que teima em dizer que você pode, pior ainda, você deve!
E então começa loucura, a tônica é: trabalhe muito, faça umas "trapacinhas" de vez em quando, pequenas trapaças para "chegar lá" pode sim, quase tudo pode né?
E assim anos se passam, tentando, tentando... e olha... alguns realmente consegue atingir esse "paraíso" terrestre. Dinheiro, prazeres e compras, muitas compras. Vamos comprar tudo! Até bonito a gente fica!! Vai uma Ferrari aí?
Essa se torna a meta de muitas pessoas, ter, ter muito, ter muito de tudo!
Essa busca é um espelho, distorcido, mas um espelho do que todo mundo procura na verdade, a felicidade.
Um monte de "gurus" dizem que a felicidade está mais perto que a gente imagina, dentro da gente mesmo. Que piegas isso não? Mas dentro da gente não tem Ferrari!?
Mas pode ter caviar, bons vinhos, trufas, destilados escoceses, espumantes de regiões únicas da terra, mas... estas coisas entram e saem da gente. E de uma forma meio esquisita, meio mal cheirosa. Nossa! Saem iguais as outras coisas menos nobres que entram também.
Espelhos tem a função de refletir, dependendo da posição, refletem outras realidades que a gente não consegue enxergar. Não conseguir enxergar não necessariamente quer dizer que não exista. Então pode ser que exista outra forma de ser feliz? Que não precise de nada disso? Que dá para chegar a tão sonhada felicidade, que tem quase o mesmo significado de Paz, sem precisar comprar nada?!?
Há uma pequena, mas fundamental confusão entre sobreviver (daí a necessidade de comprar, conforto, bem estar físico) e VIVER.
Viver pode ser muito mais que apenas ter e sobreviver. Com pouco ou com muito, não importa, o que importa mesmo é estar bem. Estar em paz. Estar feliz. Em qualquer lugar.
Ah... Isso a propaganda não tem como vender. Na verdade não tem como se comprar! Então, tem que se conquistar, e esta conquista está onde? Aí meu Deus... dentro da gente mesmo. Que chato isso não? Vira, vira, vira e sempre cai na mesma. Parece papo de cirurgião, mas infelizmente a felicidade esta bem ali. No fundo, no fundo... no fundo da sua alma. Bem mais perto que Bali, mas... que Bali é lindo, é lindo.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Eternidade e seus quinze minutos de fama.
Todo mundo gostaria de ter seus quinze minutos de fama, ou pelo menos quase todo mundo. Podem ser quinze minutos que se tornarão eterno. E todos almejam a eternidade.
O que é a tão sonhada eternidade?
Eternidade é aquilo que alguém faz, é visto, falado ou escrito pelas pessoas, passado de geração a geração, até se tornar... eterno. A eternidade só existe se alguém registrar o fato. Se uma grande personagem ajuda um pobre coitado e o mundo fica sabendo... esse momento se torna eterno. E podemos creditar grande parte desta responsabilidade pela "eternização" das coisas na conta da deusa Mídia. Uma das maiores deusas da modernidade. Constrói, destrói, inventa comportamento, faz das pessoas medíocres personalidades incríveis. Só perde para o “deus dinheiro”, o maior dos deuses da mitologia contemporânea.
Imagine você, em um determinado momento, faz uma grande ato de amor a natureza, mas ninguém fica sabendo... esse momento só existiu para você, e claro não se tornou eterno para ninguém, talvez somente para você mesmo. Que triste isso não?
Então, os momentos só existem se outras pessoas participam dele? Ou então criamos estes momentos e eles só são realidade para nós. Mesmo que nossos pensamentos muitas vezes nos leve ao solipsismo, acredito “os outros” existem sim.
Talvez aí um dos motivos da importância da religião, no seu sentido verdadeiro de religar, porque nos traz a eternidade através da evolução pessoal, sem ninguém precisar saber disso. Sem depender dos outros para propagar nossos feitos, apenas para nos ajudar a evoluir.
Essa eternidade não passa somente pela imortalidade da alma, mas principalmente pela importância dos momentos solitários, das ações despretensiosas... a eternidade de cada momento vivido.
Eternos são nossos pensamentos, eterna é a nossa experiência, eterna é a construção de nossa história, única, e cá entre nós, não interessa a mais ninguém. Importante mesmo, ela é para nós. Eternidade é parar de querer os famosos "quinze minutos de fama", para conquistar trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta anos de paz. Sentirmos orgulho de nós mesmos, conquistar a fama ao nosso olhar, a paz interior, e por mais solitário que pareça esta conquista ela só acontece se for através da doação aos outros.
Isso é eternizar nossas vivências.
Somos eternos, sem precisar espalhar isso pela voz, pela escrita, pela mídia, porque acontece no silêncio das almas, de geração para geração, apenas através do pensar.
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