domingo, 27 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
A insustentável leveza do ser
É
impossível não acreditarmos que somos espíritos. Tem momentos que nos
sentimos tão leve que nosso corpo realmente parece
ser uma prisão dos
nossos sentimentos, pensamentos, uma ferramenta limitada para a grandeza, para
a força e
ao mesmo tempo a sutileza de nossas emoções.
Aqueles
momentos em que estamos flutuando com a música, sentindo amor por alguém, quase se misturando entre
os odores da vida. Momento de alegria, felicidade, mais que isso, momentos de
paz. E por nada, por simplesmente estar vivo.
Envolvido
em lembranças,
saudades do que vivemos, do que não vivemos, de pessoas, de lugares... Nestes momentos
estamos nos lugares, estamos com as pessoas, vivemos sem nenhuma necessidade de
nosso corpo. Não
precisamos ser bonitos, inteligentes, fortes, não é preciso falar nada,
simplesmente... ser.
O corpo é importante para nos
expressarmos, executarmos tarefas, interagiramos, mas quando interagimos com
nosso mundo ele não é mais necessário. Um sonho! Este sim,
momento de libertação. Voamos, estamos em todos os lugares, ao mesmo tempo.
Esta
leveza se perde quando acordamos, quando despertamos, quando estamos voltado
para fora. Estado insustentável com tantas coisas para nos distrair.
Como diz
o guru, há
momentos que sorrimos com o coração.
Opa, o
telefone, chamando para voltar ao mundo físico. Bom que, mesmo interagindo com o mundo externo tenho
certeza que há um
mundo muito mais leve dentro da gente. É só fechar os olhos, escutar a respiração e boa viagem.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Como manipular pessoas em seis atos (ou mais)
Tudo começou com uma luta “esportiva” que se chamava “Vale Tudo”, ou melhor, “Quase Tudo”. Não vale matar, senão não tem como ter revanche. Foi se tornando popular e se transformou em um show business. Muito dinheiro, internacional, muita popularidade. Agora um esporte. Juízes, regras, categorias, organização, mídia, tudo que um grande negocio esportivo tem.
Luta, muita luta! Uma mistura de várias lutas em uma só.
A cada evento mais popularidade, transmitida em canais fechados, pay-per-view, para um público que gosta de ver lutas.
Uns assistem para colocarem suas raivas e frustrações para fora, outros pelas técnicas aplicadas, outros por que gostam, enfim: cada um, cada um...
Até que um dia, uma grande emissora de sinal aberto, compra os direitos de transmissão.
Como fazer para transmitir um esporte violento para seus gloriosos telespectadores? Então vamos lá. Só tem um jeito. Mudar a forma das pessoas pensarem este esporte.
Lá vai a receita:
1 – Novela
Um personagem gente boa, simpático mesmo, batalhador, que é um lutador;
2 – Programas de variedades
Um quadro onde uma diva da virgindade é “fanática” por lutas e mostra o outro lado dos lutadores: vaidades, pessoas singelas, que se cuidam antes de suas batalhas;
3 – Um programa de reportagem
Este mostrando pessoas que buscam um espaço na sociedade, pessoas igual a qualquer um, que pratica um esporte, pessoas como você;
4 – Um programa matinal
Um programa voltado a donas de casa, com receitas, suave, e quem é o entrevistado?? Um grande lutador!!!
5 – Canal Pago
Um programa que mostra a fé das pessoas, e advinha quem é um dos personagens principais? Um lutador. Religioso, batalhador... Claro religiosidade é importante;
6 – Um reality show importado, adaptado ao nosso povo, para mostrar o dia a dia desses. Como diria nosso ilustre repórter/apresentador de outro reality “Nossos Heróis”!
E vem mais por ai...
Absolutamente nada contra os lutadores que ganham honestamente suas vidas neste esporte. E realmente são batalhadores e profissionais.
Mas uma emissora querer transformar uma luta em um evento quase angelical ?!?
E podem apostar, não demora muito e muita gente vai estar achando que lutas são quase como um divertido programa para o chá das cinco, com senhoras se ajeitando nas poltronas para assistirem aqueles mocinhos fortões dando alguns socos uns nos outros, mas sem violência, só esportivamente.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Cozinhando a Europa
Um pouco de azeite. Cebola. Alho. Pimentas de cheiro.
Do outro lado, cogumelos. Cozinhando. Reduzir.
É a alquimia dos sabores. Água quente. Ao dente.
Agora é balançar as mãos para os aromas se misturarem ao ar.
Misturar a vida. Dar vida aos sabores. Dar vida a vida.
Perfume. Um pouco de magia, alimento da alma.
Não se alimenta o corpo, alimenta-se o espírito.
Há música em misturar os alimentos.
Há arte em misturar os temperos da vida.
Arte, uma porção de arquitetura, uma pitada de música, muita luz e... pessoas, que ali sempre e sempre passarão.
Andar, andar, andar e balançar as mãos para que a alquimia do todo se misturar ao ar.
Os rios, os mares, os amores, a inspiração...
As vezes tão fria que nos proporciona um eterno amanhecer. O amanhecer em todas as horas.
Ah... o perfume, o perfume da vida que vem do simples respirar.
Histórias que estão vivas em todas as esquinas, vivas porque se renovam, incansavelmente contadas e recontadas... escritas e reescritas... vividas todos os dias.
Há música, há arte em se misturar existências.
segunda-feira, 5 de março de 2012
As palavras são mortas.
Escutei de um amigo (Rene Uchôas) a seguinte frase: "As palavras são mortas. A partir da experiência elas se tornam vivas em nossa mente."
É isso!
A literatura se torna viva quando na imaginação a história se mistura com nossa própria vida. Elas saem do livro para se transformarem em aromas, sabores, sentimentos...
Esta frase é muito interessante, este conceito em si, além de tornar-se vivo quando entendido, pode ser extrapolado à todas as coisas da vida.
Tudo é morto até que seja vivenciado por alguém, ou melhor, se torne uma experiência para alguém.
O filósofo Frank Jackson apresenta um argumento que pode ilustrar este assunto, "o mundo de Maria," que é mais ou menos assim: suponha que Maria nasceu e foi criada em um ambiente em preto-e-branco. Suas experiências foram controladas para que nunca experimentasse a cor. Quando adulta, Maria se torna uma grande cientista que descobre tudo o que há para saber sobre o que se passa com o ser humano quando ele tem uma experiência de vermelho, apesar de sua vida em preto-e-branco. Um dos cientistas, de fora da sala, joga um tomate maduro em seu mundo. Ele agora tem uma verdadeira experiência, nunca antes vivenciada com o vermelho. O vermelho se tornou vivo. E ela reaprende tudo sobre o vermelho depois deste fato. É assim.
Quantas vezes vivemos em nosso mundo preto-e-branco. Quantas vezes lemos um texto sem deixar com que as palavras se tornem vivas.
Em inúmeras situações, tudo o que nos cerca na verdade está morto se não houver uma conexão conosco. Importante ressaltar que esta experiência é única. É preciso cada um dar vida à sua vida, e ela só fará sentido se tudo a sua volta fizer sentido para você.
Hora então de colorirmos nossas vidas.
Viver é participar, não apenas coexistir.
Para terminar, acho que uma frase atribuída a Sócrates pode resumir nossa existência nesta vida: "a vida não examinada não merece ser vivida," mas poderia ser assim: a vida não experimentada não merece ser vivida."
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Dicas para você não perder a alegria neste carnaval
O carnaval é a hora de jogar tudo para o alto e...
Estamos no país do carnaval. Mulheres de biquinis, mulheres sem biquinis, muito samba, suor e cerveja.
Já diriam alguns famosos foliões: "quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé".
Seguindo as tradições de só voltar a terra na quarta-feira, renascendo das cinzas, vamos conhecer as principais marchinhas e situações para não perder a alegria desta festa, em sua versão brasileiríssima!
1) Você pode se vestir de palhaço e procurar um serviço público do tipo SUS, INSS ou qualquer outro serviço de saúde pública, em que você é tratado com absoluto descaso e sentir-se bem, a caráter, sorrir e ainda cantalorar: “mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero sarar...”;
2) Fazer um cruzeiro na costa da Itália, beber muito e quando sentir a cabeça girar procurar o capitão (que pode não estar mais no navio) e sair cantando: “se a canoa não virar olê, olê, olá, eu chego lá...";
3) Alugar um apê no centro do rio, se ouvir alguém começar a cantar no prédio: “o balancê, balancê...”, abandone o prédio imediatamente;
4) Cante: “o seu cabelo não nega afro-descente, porque és afro-descente na cor...” senão você pode ser preso;
5) Para quem gosta menos do carnaval de rua e prefere montanha fique ligado nesta marchinha: “as águas vão rolar...” não espere o resto da canção, corra o mais rápido que você puder;
6) Carnaval no Rio. Cidade maravilhosa. Você pode encontrar muitos foliões nas ruas que querem brincar com você. A abordagem deles geralmente é assim: “ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”, é melhor dar!
Agora para garantir mesmo só alegria, sem dar nenhuma chance para o aborrecimento; não beba, não transe com desconhecidos (porque no dia seguinte não vai se lembrar mesmo se usou camisinha ou não), não fume, não durma muito tarde, tenha uma alimentação saudável e não utilize nossas rodovias durante este período, porque além de muitas vezes estarem em péssimo estado, tem um grande número de pessoas alcoolizadas que podem causar acidentes.
Enfim, se você fizer tudo isso, é muito provável que esteja morto, então não vai ter nenhum aborrecimento neste carnaval.
Aproveitem as dicas e bom carnaval 2012. Pode ser o último!
domingo, 29 de janeiro de 2012
Ensaio: Pessoas
Uma série de imagens para quem quiser curtir alguns momentos de pessoas em diversos lugares e situações.
























Pessoas, um álbum no Flickr.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A ansiedade das escolhas
Optar por isto ou aquilo faz parte da nossa rotina. Saber conviver com essas decisões pode ser libertador. Confira a reflexão!
Como escolher entre dois conjuntos de valores tão importantes?
Ilustração: Nik / Reprodução revista VIDA SIMPLES
Texto de Eugenio Mussak na página "Revista Vida Simples".
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O limite entre a ilusão e a realidade
Circulou na mídia a notícia de um possível estupro transmitido ao vivo por um programa da TV brasileira. Não podia deixar de expressar minha opinião, ou melhor, minha indignação pela forma como foi conduzido o caso pela emissora que ofereceu mais este lastimável episódio da triste TV aberta deste país.
A analise é sob o ponto de vista do que é realidade e o que é ilusão. Vamos lá.
Ilusão
Vai para o ar uma cena de um possível estupro em um programa de televisão.
Reality
Um "jornalista" que conduz o programa entra no ar e diz: o amor é lindo!
Ilusão
Varias reclamações do público chegam ao Ministério Público, a emissora, as autoridades; a polícia abre uma investigação e o protagonista do caso é expulso do programa.
Reality
O mesmo "jornalista", apresentador, vai ao ar novamente e esclarece ao público que o protagonista do suposto estupro violou as regras do programa e foi expulso por "comportamento inadequado"!!!!
Estupro não é mais um crime hediondo, é um "comportamento inadequado" que violam as regras do programa em questão e não a lei vigente do país!
Ilusão
As pessoas ficam preocupadas com a integridade da vitima.
Reality
A suposta vitima continua sorrindo no programa, junto a um monte de pós-adolescentes fingindo nada ter acontecido, claro, um suposto estupro agora é um "comportamento inadequado".
Em outros tempos discutia-se onde estava a verdadeira realidade entre o sonho e a vida desperta. Mas, hoje definitivamente devemos estar apenas sonhando.
Beiramos o absurdo com estes programas, verdadeiros "reality show de horrores" que já perderam completamente a noção de valores. Um programa de TV que supera a lei, a moral ou qualquer bom senso para tratar um assunto como este.
E para terminar, ou melhor para dar continuidade a este show de horrores o mesmo "jornalista", apresentador, solta a seguinte pérola: "o show deve continuar".
E se este suposto estupro terminasse em uma gravidez indesejada?
Acho que talvez a criança seria convidada a participar de outro programa: o show da vida!
Os Maias que me desculpem o plágio, mas é o Fim do Mundo...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
2012: a hora de ser Você Mesmo!
O texto completo está na página "Textos de outros autores".
É de uma amiga que escreveu pouco antes de passar por uma importante experiência que abrirá à ela outros caminhos em 2012.
Vale a pena ler!
Não importa o que você tinha planejado, em quem você acreditava que precisava ser, ou o que os outros esperam de você; importa que você já está sabendo que o seu melhor está em SER QUEM VOCÊ É E PARA ISSO, VOCÊ SÓ PRECISA SER VOCÊ MESMO!!!
Feliz 2012!
Não importa o que você tinha planejado, em quem você acreditava que precisava ser, ou o que os outros esperam de você; importa que você já está sabendo que o seu melhor está em SER QUEM VOCÊ É E PARA ISSO, VOCÊ SÓ PRECISA SER VOCÊ MESMO!!!
Feliz 2012!
Postado por Daliani Ribeiro às Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Ensaio: Natureza
As vezes, detalhes nos passam despercebidos, mas não menos beleza possuem
e mesmo pequenos, podem encantar olhos mais atentos.
e mesmo pequenos, podem encantar olhos mais atentos.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Chegou o Final do Ano!
Acabou!
Mais um ano se foi... hora de parar de fumar, de emagrecer, de se inscrever na academia (de ginástica, na de letras só convidado) e principalmente de ficar bom...
Todas aquelas “maldades” que pensamos em 2011, aquelas mentirinhas, aqueles desejos... tudo ficará para trás, seremos novas pessoas!
Para uns, um sentimento de virar a mesa! Mudar a vida. Quase um sentimento de ganhar na sena. Sozinho! Acumulada!
Hora de distribuir abraços, presentes, desejar à todos muita paz, alegria, saúde e tudo de bom: para toda a humanidade!
Olha, são tantos votos que a gente começa até a acreditar mesmo.
Este clima dura entre, mais ou menos, 20 de dezembro e 2 de janeiro.
Aí... começa de novo. A primeira fechada do ano no transito... a paz vai embora. Os palavrões entram no lugar de: desejo a você um ano com muita harmonia, entre outras coisas.
Porque isso acontece?
A data sugere um renascimento, tanto pelo lado religioso, o aniversário de Jesus, quanto pelo início de um novo ano (calendário ocidental).
Mas, porque as pessoas não se preocupam em dizer tantas palavras amáveis às outras durante os outros quase 350 dias do ano. As vezes, muito pelo contrário.
Seria interessante se em abril alguém enviasse um email assim: Desejo a você um segundo trimestre cheio de luz, amor e muita, muita, Paz!
Ou então, em agosto: Caro, apesar do mês ser relacionado ao cachorro louco, quero que você realize todos seus desejos e que seja muito feliz. Um feliz segundo semestre para você e todos seus familiares.
Imagina só: Que o menino Jesus te ilumine neste junho. Foi muito bom ter você como amigo, espero que continuemos nossa amizade em julho, agosto e setembro também.
Mas não, só se fala isso em dezembro, como se Jesus só pudesse iluminar alguém no mês de Natal. As palavras Luz, Paz, Perdão, Amor e muitas outras tomam um significado muito maior em dezembro.
Ah... outra importante é: Sucesso!! Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e Vender! Não basta o dinheiro no bolso, tem que negociar a saúde que está sobrando. Sucesso!!
A única coisa que permanece durante todo o ano é o amigo invisível, principalmente se você estiver precisando de dinheiro.
As vezes nos esquecemos que a vida não está diretamente ligada as datas, e que as pessoas e seus sentimentos existem todos os dias de nossas vidas.
Seria muito bom se este desejo, quase que irresistível, de amar a todos no final do ano, permanecesse durante todos os dias de nossas vidas.
Enfim, o que eu posso fazer?
Talvez desejar à todos um natal cheio de luz (mesmo que alguém já tenha me lembrado que o aniversário é de Jesus e não de Thomas Edson), paz e um ano novo com muito equilíbrio, amor e saúde. Só para dar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Comer, rezar e amar.
Comer.
A primeira coisa que vêm a cabeça é mais abaixo do cérebro.
Mas tem a gastronomia. A alquimia dos sabores. Aí se eleva um pouco o pensamento.
Se mantém entre o estômago e o cérebro. Boa coisa. Bons vinhos, a mistura entre temperos, odores, sabores e... "aquilo". Muito bom. Muito ligado ao prazer. O prazer de comer. Combinação de sentidos, mistura de sentimentos, uso dos sentidos... Visão, paladar, tato, olfato... resumindo... prazer.
Rezar.
Bem mais complicado. É bem mais acima do cérebro. A troca: eu faço bem feito, recebo a felicidade. Causa e efeito? Carma? Alquimia do pensamento. A elevação do pensamento é fundamental. Se mantém entre o céu e o cérebro. Boas ações. Mistura de racionalidade e sublimação. A luta entre o conhecimento e a sensibilidade. Luta entre a culpa e a libertação, entre a matéria e o espírito. Matéria, muitas vezes, é igual a dinheiro, consumo, ganância, preconceito, poder, domínio... complicado... Muito do sentido da existência. Uma necessidade de cada um. Talvez a mais importante observação de nossa caminhada.
Amar.
Não sei se estamos prontos para isso. Muito mais que os dois primeiros itens. Está entre o céu e o divino. É bem mais acima de que qualquer sentimento humano. Alquimia da paz, do bem estar e do pensamento também, porque não? Incondicional, fundamental para que ele exista. Não há luta.
Amor é a elevação, felicidade, olhar, sorriso sincero, humildade e principalmente: doação. Doação.
Vivemos entre o comer e o rezar. Na maioria das vezes muito mais perto do comer, de vez em quando pendendo ao rezar. Mas acho que quase sempre um pouco longe do amar.
Então... será que não está na hora de mudarmos um pouco a faixa? Será que não conseguimos virar o disco?
Acho que dá sim. Se não... pelo menos dá para tentar.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
História da Humanidade - Capítulo Final – Além da Vida
Morreu. Pronto acabou! Será?
A humanidade continua se você morrer, claro. Mas e se todos morressem ao mesmo tempo?
O Apocalipse, Nostradamus, os Maias e mais inúmeros povos e profetas já marcaram uma data para o fim da humanidade. A data mais popular do momento é o ano de 2012, profetizada pelo calendário Maia (cultura pré-colombiana estabelecida entre 1.000 a.c. a 250 d.c.).
O que nem todo mundo sabe, é que, se por um acaso o mundo não acabar em 2.012 já tem uma nova data para o fim. E desta vez conta com um nome de peso assinando a profecia. Nada mais nada menos que o físico britânico Isaac Newton. Ele mesmo, o da maçã, sem mordida (não confundir com o Steve, onde a maça já estava mordida e nem com Adão, que mordeu a maçã depois). Newton viveu entre 1.642 e 1.727, estudou profecias apocalípticas escritas na Antigüidade, tentou decifrar o que ele considerava conhecimentos secretos, conhecimentos codificados nas escrituras sagradas.
Entre os manuscritos do cientista, há um no qual ele tenta calcular o fim do mundo segundo o livro do profeta Daniel, no Antigo Testamento, e chega à conclusão de que ele acontecerá no ano 2.060. Sorte que ele afirma não ter 100% de certeza, apesar dos estudos terem a mesma meticulosidade demonstrada em seu trabalho como cientista.
Melhor que os Maias, ainda nos sobra uns 48 anos...
Bom, mas a pergunta ainda continua. E se acabar?
Sem entrar no mérito religioso, onde cada um tem a sua, é interessante citar que existem inúmeras religiões no mundo e pelo menos dois terços da população em mais de 80% dos países do mundo seguem alguma religião (fonte: PubliFolha) e grande parte delas afirmam que o final não está em nosso fim.
Enfim (se é que existe final), poderia ficar horas e horas falando sobre as possibilidades da humanidade após um possível término, mas achei melhor lembrar um conto budista que pode nos ajudar nesta difícil tarefa de falar do além. Ele é mais ou menos assim:
“Um dia, um jovem budista em sua jornada para casa, veio para as margens de um rio largo. Parando irremediavelmente no grande obstáculo a sua frente, ponderou... como atravessar tal barreira?
Estava prestes a desistir de sua jornada quando viu um grande mestre do outro lado do rio. O jovem budista grita para o mestre:
"Oh sábio, você pode me dizer como chegar ao outro lado do rio"?
O mestre pondera por um momento, olha para cima e para baixo e grita de volta:
"Meu filho, você está do outro lado".
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