sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A cada dia deixamos um pouco de ser animal


Há milênios trava-se uma luta para o domínio da mente. Em diversos momentos um grupo se reúne para decidir quem você é, em que acreditar, o que dizer, o que fazer, a quem adorar e a quem odiar. Isto se faz através de inúmeros mecanismos: religiosos, políticos, filosóficos e culturais. Como sair dessa “cilada” criada por quem tem o domínio sobre a maioria. Domínio este, financeiro ou cultural.
Vivemos um tempo onde ganha espaço o pensamento, isto pode ser bom e ruim, da mesma forma que aprendemos a pensar livre, podemos ser dominados por pensamentos externos, neste caso a informação e seu controle passa a ter um grande peso. Podemos viver um tempo em que a escravidão volta a tona, só que agora com uma nova forma: escravidão mental; onde os principais fatores de controle é o financeiro e o cultural, já citados acima.
No âmbito financeiro, é de forma clara, você depende de dinheiro para a satisfação de suas necessidades contemporâneas, que crescem a cada dia, e devido a isso se submete ao sistema de trabalho excessivo que tira muitas vezes a possibilidade de estruturar pensamentos e se dedicar a práticas mentais saudáveis. O estresse acaba sendo o dono das ações em muitos momentos o que agrava esse circulo vicioso letárgico.
Quanto ao fator cultural, o termo “Soft Power” cunhado por Eric Hobsbawm, nascido no Egito, professor emérito da universidade de Cambridge exemplifica o domínio cultural e ascensão do império americano através do cinema, literatura, moda, estilo de vida e todo seu aparato. Não é pela força física, onde eles mesmos já perderam mais de 4 trilhões de dólares em suas investidas bélicas, o que causa hoje um grande déficit ameaçando seu poderio econômico mundial.
Estamos em outros tempos. Cabe a cada um de nós o entendimento do tempo em que vivemos. O que era normal em outras épocas hoje nos parece absurdo.
Seria ótimo se pudéssemos zerar nossa memória e olharmos este mundo de transição de outra forma. Esquecermos momentaneamente nossas crenças, reanalisá-las. Deixar para traz os preconceitos e poder olhar de cima nossas vidas, como olhamos o andar de formigas em seu eterno vai e vem, em filas, cumprindo seu papel em sua organização.
A luta é dominar a própria mente, o que talvez seja mais difícil que entregá-la aos ventos da contemporaneidade.
Esquecer nossa necessidade de subsistência e acreditar que o mundo começa a melhorar com a melhora de nossa qualidade de pensamento. Sem influências, com análise de tudo e compreensão do que nos é dito. A decisão da libertação é exclusivamente de cada um. Instrumento para isso todos tem, informação também, é preciso um pouco de tranqüilidade para pensar sobre tudo com a mente limpa.
Vivemos hoje ainda com alguns resquícios tribais quanto aos ritos, formas organizacionais entre outras manifestações, mas observando as mudanças no mundo árabe, como um dos exemplos, através das quedas de seus ditadores, podemos ver que a forma humana de se organizar começa a experimentar outros ares.
Temos novos caminhos à trilhar. Com valores fundamentados realmente no bem estar de todos, no desenvolvimento humano em seu sentido mais amplo, na valorização do conjunto e não da individualidade, no respeito aos limites naturais, no entendimento da cultura e da arte como formação humana e não apenas como entretenimento e diversão. Mas cada coisa a sua hora. E estamos nesta hora. De nos libertarmos de um sistema escravagista e controlador para nos tornarmos pessoas mais livres e completas.
Até por uma analogia ao nosso nascer, crescer e morrer na terra, podemos dizer que caminhamos para sermos a cada dia menos animal, menos corpo...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

No fundo, no fundo....



Todo mundo quer ser rico, bonito e cheiroso. Quer ter uma casinha de final de semana em Mônaco, curtir um "friosinho" nos Alpes, repensar a vida Paris, sair um pouco da dieta na Itália e quem sabe espiritualizar-se um pouco ali na Índia. Índia... humm... um "pouquinho" mais para baixo, ali em Bali. É exótico também.
Enfim, todo mundo quer ter sucesso, muito sucesso.
Essa é a grande caminhada para muita gente, mesmo sabendo, lá no fundo, que não vai dar certo.
Mas tem a propaganda, essa propaganda que teima em dizer que você pode, pior ainda, você deve!
E então começa loucura, a tônica é: trabalhe muito, faça umas "trapacinhas" de vez em quando, pequenas trapaças para "chegar lá" pode sim, quase tudo pode né?
E assim anos se passam, tentando, tentando... e olha... alguns realmente consegue atingir esse "paraíso" terrestre. Dinheiro, prazeres e compras, muitas compras. Vamos comprar tudo! Até bonito a gente fica!! Vai uma Ferrari aí?
Essa se torna a meta de muitas pessoas, ter, ter muito, ter muito de tudo!
Essa busca é um espelho, distorcido, mas um espelho do que todo mundo procura na verdade, a felicidade.
Um monte de "gurus" dizem que a felicidade está mais perto que a gente imagina, dentro da gente mesmo. Que piegas isso não? Mas dentro da gente não tem Ferrari!?
Mas pode ter caviar, bons vinhos, trufas, destilados escoceses, espumantes de regiões únicas da terra, mas... estas coisas entram e saem da gente. E de uma forma meio esquisita, meio mal cheirosa. Nossa! Saem iguais as outras coisas menos nobres que entram também.
Espelhos tem a função de refletir, dependendo da posição, refletem outras realidades que a gente não consegue enxergar. Não conseguir enxergar não necessariamente quer dizer que não exista. Então pode ser que exista outra forma de ser feliz? Que não precise de nada disso? Que dá para chegar a tão sonhada felicidade, que tem quase o mesmo significado de Paz, sem precisar comprar nada?!?
Há uma pequena, mas fundamental confusão entre sobreviver (daí a necessidade de comprar, conforto, bem estar físico) e VIVER.
Viver pode ser muito mais que apenas ter e sobreviver. Com pouco ou com muito, não importa, o que importa mesmo é estar bem. Estar em paz. Estar feliz. Em qualquer lugar.
Ah... Isso a propaganda não tem como vender. Na verdade não tem como se comprar! Então, tem que se conquistar, e esta conquista está onde? Aí meu Deus... dentro da gente mesmo. Que chato isso não? Vira, vira, vira e sempre cai na mesma. Parece papo de cirurgião, mas infelizmente a felicidade esta bem ali. No fundo, no fundo... no fundo da sua alma. Bem mais perto que Bali, mas... que Bali é lindo, é lindo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eternidade e seus quinze minutos de fama.



Todo mundo gostaria de ter seus quinze minutos de fama, ou pelo menos quase todo mundo. Podem ser quinze minutos que se tornarão eterno. E todos almejam a eternidade.
O que é a tão sonhada eternidade?
Eternidade é aquilo que alguém faz, é visto, falado ou escrito pelas pessoas, passado de geração a geração, até se tornar... eterno. A eternidade só existe se alguém registrar o fato. Se uma grande personagem ajuda um pobre coitado e o mundo fica sabendo... esse momento se torna eterno. E podemos creditar grande parte desta responsabilidade pela "eternização" das coisas na conta da deusa Mídia. Uma das maiores deusas da modernidade. Constrói, destrói, inventa comportamento, faz das pessoas medíocres personalidades incríveis. Só perde para o “deus dinheiro”, o maior dos deuses da mitologia contemporânea.
Imagine você, em um determinado momento, faz uma grande ato de amor a natureza, mas ninguém fica sabendo... esse momento só existiu para você, e claro não se tornou eterno para ninguém, talvez somente para você mesmo. Que triste isso não?
Então, os momentos só existem se outras pessoas participam dele? Ou então criamos estes momentos e eles só são realidade para nós. Mesmo que nossos pensamentos muitas vezes nos leve ao solipsismo, acredito “os outros” existem sim.
Talvez aí um dos motivos da importância da religião, no seu sentido verdadeiro de religar, porque nos traz a eternidade através da evolução pessoal, sem ninguém precisar saber disso. Sem depender dos outros para propagar nossos feitos, apenas para nos ajudar a evoluir.
Essa eternidade não passa somente pela imortalidade da alma, mas principalmente pela importância dos momentos solitários, das ações despretensiosas... a eternidade de cada momento vivido.
Eternos são nossos pensamentos, eterna é a nossa experiência, eterna é a construção de nossa história, única, e cá entre nós, não interessa a mais ninguém. Importante mesmo, ela é para nós. Eternidade é parar de querer os famosos "quinze minutos de fama", para conquistar trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta anos de paz. Sentirmos orgulho de nós mesmos, conquistar a fama ao nosso olhar, a paz interior, e por mais solitário que pareça esta conquista ela só acontece se for através da doação aos outros.
Isso é eternizar nossas vivências.
Somos eternos, sem precisar espalhar isso pela voz, pela escrita, pela mídia, porque acontece no silêncio das almas, de geração para geração, apenas através do pensar. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Caminhando pela vida



Quando iniciamos uma caminhada não sabemos o seu final. Até gostaríamos de saber, mas pela vontade divina não sabemos. Apenas sabemos que vamos caminhar.
Podemos virar em uma viela ou em uma grande avenida, ir em frente sem esperar chegar a lugar nenhum. Apenas caminhar.
Um dia nos deparamos com uma possibilidade. Para onde ir? Esquerda? Direita? Precisamos escolher, disso não podemos nos furtar.
Precisamos de um mapa ou talvez um guia. Será?
Podemos seguir sozinhos. Talvez seja necessário, mesmo sabendo que mais fácil seria.
Precisamos andar. Um dia após o outro. Andamos. Chegamos. Andamos de novo. Chegamos de novo. Procuramos outro caminho para andar. Chegamos novamente. Que coisa?! Mas é assim.
Um dia, do alto, olhei uma rua. Que linda era ela, mas não segui por esse caminho. Que bonita era a outra, não fui também. E percebi uma coisa. Existiam doze lindas ruas em volta de onde estava. Para qual delas ir? Qualquer uma, o caminho mais bonito sempre está dentro da gente mesmo...
As vezes é preciso parar de caminhar. Apenas observar. Por muitos caminhos facilmente podemos nos perder. Essa é a vida. Esquinas, ruas lindas, ruas feias, avenidas, estradas, caminhos tortuosos, buracos, alamedas... precisamos estar atentos e de novo; escolher. Não tem outro jeito, temos que caminhar... e não há retorno. A volta é simplesmente o início de outra partida.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O exercício da paciência



Por voltas nos deparamos com um sentimento: a raiva. As vezes beiramos até o ódio. Este é o nosso constante dilema, o que fazer com este sentimento. Se guardamos nos enchemos dele, se os soltamos, muito provavelmente ofenderemos alguém ou criaremos uma situação desagradável.
Bom, talvez, possamos conviver com ela, de forma harmoniosa... difícil, mas possível.
“Por um lado, ter um inimigo é muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrói algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro ângulo, somente um inimigo nos dá a oportunidade de exercer a paciência. Ninguém mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerância. Já que não conhecemos a maioria dos cinco bilhões de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas também não nos dá oportunidade de mostrar tolerância ou paciência. Somente essas pessoas que nós conhecemos e que nos criam problemas é que realmente nos dão uma boa chance de praticar a tolerância e a paciência.” – Dalai Lama.
Pois é, se não tivermos situações que nos levem a visita dos sentimentos negativos não temos como avaliar nossos sentimentos positivos. Um depende do outro.
Primeiro ponto é admitirmos que somos humanos, com tudo que é inerente a este estado, e mesmo os piores sentimentos, fazem parte de nós. Só este ato já nos ajuda a convivermos melhor com eles. Negá-los é impossível. A convivência com nossas sombras é um treinamento diário. Um verdadeiro exercício.
Se atacamos alguém, independente do motivo, temos que estar ciente que o problema está em nós. Estamos jogando ao outro o nosso descontrole emocional. Não há necessidade de extravasar a raiva em outros e sim entendê-la, controlá-la e dissipá-la. Nós somos como filtros de energia, emitimos as boas, recebemos e dissipamos as ruins. Pode ser que soe meio utópico, mas não, isto se torna possível apenas prestando atenção à estes momentos. Agir no impulso é se distrair. Se estamos atentos, identificamos este momento e pronto, já estamos no caminho de dissipá-lo.
Prática da Recordação, desligar o robô que existe em nós e nos tornarmos seres pensantes. O que nos dá raiva é que por inúmeras vezes somos seres instintivos, mais próximo ao animal que ao humano. Parece difícil, mas é apenas disciplina.
Como Dalai Lama foi citado no início do texto, vamos terminar com um pequeno conto Budista para ilustrar este tema:

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.

- Monge – disse, numa voz acostumada à obediência imediata. – Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:

- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Isto é o inferno – disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.

- Isso é o céu – completou o monge, com serenidade.

O pacto com a felicidade

Temos duas escolhas que podemos fazer: a busca da felicidade ou a prisão em nosso egoísmo.
Vale a pena ler um pensamento de Chico Xavier, na página "Textos de outros autores", que expressa bem uma forma de ver a vida com mais consciência. Boa leitura!

Podemos viver todos os dias somente hoje!



Acho que quase todos nós já tivemos algum sonho o qual se realizou no futuro. Os “sonhos premonitórios”, como é chamado e estudado em diversas épocas e maneiras nos leva a uma dimensão atemporal. Somente estes fatos já nos levaria a repensar a lógica do tempo como é vivida em nossa realidade. Mas há outros momentos que também nos leva a repensar esse tema.
Se fecharmos os olhos em um ambiente escuro, ao fundo possibilitarmos escutar a voz de um ente que já morreu, a fragrância de seu cheiro poder ser suavemente sentida, assim como aquela música que ela muito gostava estar entre os sons que o silêncio nos traz, podemos ter de volta o sentimento exato daquela situação vivida. Como se aquele momento se perpetuasse em nossa memória, à desprezo dos relógios insistisse em estar presente, mesmo sendo um evento passado.
A fotografia tem esse poder. Congelar momentos. Exatamente como aconteceu, imortalizando cenas, pessoas, sentimentos, cheiros, luzes...
O simples ato de pensar nos leva a lugares, vivências que ultrapassam nossa percepção do ontem, hoje ou amanhã.
A realidade criada pelo envelhecimento nos dá uma falsa noção de começo e fim, até porque recomeçamos todos os dias nossas vidas. São ciclos, intermináveis ciclos, sem começo e nem fim. Hora vivemos o ontem, muitas vezes vivemos o amanhã, o presente não passa de uma fração. Imperceptível.
Nós somos um amontoados de lembranças? Não, somos experiências, vezes vividas por nós, vezes observadas, e estas experiências estão conosco em todos nossos momentos, inclusive as expectativas do futuro. Esta perspectiva pode nos levar a não ter preocupação pelo futuro, já que ele não existe, ele é o agora, a soma de todas nossas experiências? Ao contrario, ela nos proporciona a possibilidade de vivermos muito mais intensamente, já que estamos vivendo todos os momentos em um só.
“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.” - Dalai Lama.
Mas fatalmente nos deparamos com o conceito da morte. E então, seria este o limite de nossas experiências? A famosa Morte, tema tão temido por muita gente. Como estamos falando da não existência de tempo, podemos admitir a não existência de início nem de fim, a não existência da morte, sendo ela talvez a impossibilidade de não podermos imaginar o mundo sob as diversas faces que ele nos oferece.
“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.” - Wlliam Shakespeare.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Qual a sua galinha dos ovos de ouro?

Não é certo que todo mundo vai chegar lá, mas só dá para saber tentando. Pare de usar a desculpa de que não nasceu mesmo para aquilo que você quer tanto fazer
texto Mariana Delfi ni
Na página "Revista Vida Simples".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A História da Humanidade - Parte 0


Gênesis Revisitado - A Origem da Vida

Em nossa saga “A História da Humanidade – Partes I, II e III”, faltou o início da vida, o que pode nos trazer um errado entendimento de toda evolução humana. Por isso, este texto nos traz à luz, os elementos que nos formaram e a real importância de cada um deles na constituição de nosso seres.
“O primeiro requisito fundamental refere-se à disponibilidade dos elementos químicos essenciais à vida. De fato, o carbono, o hidrogênio, o oxigênio, o nitrogênio, o fósforo e o enxofre, denominados coletivamente "elementos biogênicos" (geradores de vida), estão entre os mais abundantes do universo. Estão, por isso, sempre presentes em grande quantidade em planetas ou satélites grandes e frios o suficiente para possuírem atmosferas, e tendem a se acumularem em suas camadas superficiais. Por outro lado, a natureza das reações bioquímicas conhecidas exige que as temperaturas reinantes permitam a existência de água em estado líquido. Estes limites são fundamentais aos conceitos de habitabilidade (como diria Tite, atual técnico do Corinthians) planetária e de zona habitável.” Esta introdução foi extraída do site Wikipédia para que tenhamos um entendimento perfeito dos elementos, decifrando assim as funções de cada um deles para nos conhecermos como criaturas e nos tornarmos seres humanos melhores.
Bom, então vamos lá...
O carbono tem a função básica da reprodução. Este elemento nos trouxe os órgãos genitais e a libido para que pudéssemos nos aproximar e introduzir em outros seres o conceito da reprodução em série. Com o advento da tecnologia este elemento se tornou obsoleto, mas de fundamental importância nos primórdios da vida. A vida humana, de acordo com pesquisas arqueológicas, surgiu na África e os seres eram negros justamente pela reprodução através do elemento “carbono”. As cópias dos seres foram evoluindo de acordo com novas mutações genéticas e descobertas científicas como: Mimiógrafo, Xerox, Impressões a laser etc. Gutemberg foi um importante observador destes processos antes de criar a imprensa.
O hidrogênio, oxigênio e nitrogênio formam um grupo, que, como o próprio nome diz, dá ao ser humano a “genialidade”. De acordo com suas combinações formam os seres mais ou menos capazes nas diversas áreas. A inicial “hidro”, do elemento hidrogênio, nos traz a sede e conseqüentemente a formação e dependência da água. As iniciais “Oxi e Nitro” como prefixo de gênio significam respectivamente: o ar, fundamental para fazermos exercícios aeróbicos e o “Nitro” que em grande quantidade as vezes tornam as pessoas mais explosivas.
Como exemplo destas combinações perfeitas podemos citar Pelé, gênio do futebol, que possui muito dos três elementos.
O fósforo nos traz a religiosidade, a luz. A eterna busca pela iluminação. Acende em nós a chama do amor, o fogo da paixão. A centelha divina em cada um de nós. Podemos nos queimar as vezes, mas faz parte do aprendizado da vida.
Por último o enxofre, atribuído aos infernos. Significa o lado escuro de nossa existência. Quando percebemos que algo não cheira bem, é a memória atávica deste elemento que formou você também. Até hoje, em algumas ocasiões, pessoas liberam odores desagradáveis por orifícios corporais que comprovam a existência deste elemento em nossa constituição. Importante lembrar que somos formado de luz e sombra (fósforo e enxofre, nos primórdios).
Conhecendo agora os elementos e suas importantes contribuições em nossa formação, não só orgânica como espiritual, podemos seguir nossos caminhos com mais segurança. E estes conhecimentos nos traz uma importante base para o entendimento dos textos: A História da Humanidade – partes 1, 2 e 3 publicada neste blog.
Boa caminhada à todos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma janela para um mundo encantado


Visitar um novo lugar é como ver o mundo através da janela. Um olhar passivo, como se todas as belezas desfilassem, ordenadas ou desordenadas, exuberando suas qualidades. É observar. Aprender? As vezes. Repousar os cotovelos e deixar o "novo" entrar em nossas vidas. Ver pessoas, monumentos... Ver. A vontade de estar em casa por vezes se torna inevitável, porque no seu lugar você não está mais na janela, mas escrevendo a história. A sua história. Participa, interage, se sente mais vivo talvez.
Que bom também é ser apenas observador. Não participou de nada, mas estar ali de certa forma é fazer parte. Interessante observar é que a história foi e está sempre sendo escrita, vivida. Vivemos disso. Histórias. Antigos prédios, ruas, casas, palácios, não tem em seu encanto arquitetônico a verdadeira beleza, mas em sua história, ali, viva através das marcas do tempo, em todos seus detalhes. São as rugas em nossos rostos. As marcas, lindas marcas do tempo, revelando todas as alegrias e tristezas, sem a possibilidade de ocultá-las.
Observando e vivendo. O simples ato de olhar, quanta ação isso pode resultar. Os incríveis mistérios da dualidade.
A janela sempre nos passa a passividade, o momento de parar e apenas deixar com que o mundo aconteça. Mesmo que olhada pelo lado de fora. Se abrem e fecham, como o piscar dos olhos, deixando a luz entrar ou mesmo se fechando para a penumbra do repouso. Quantas janelas neste momento estão se abrindo, quantas se fechando, é o curso do rio da vida que vai sempre seguir. Nunca o mesmo.
É isso. A beleza da vida. Ver a vida, ver que mãos humanas constroem. Constroem belezas, mesmo que em cima de historias tristes. Cenários para tornar a jornada com mais glamour, mais imponência. Talvez isso dê mais importância a atividade humana.
Mas não cabe da janela julgar, só admirar.

Uma Janela para o Velho Mundo

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Faz algum sentido?

A gente só é capaz de compreender o significado da vida quando olha a existência sob outra perspectiva, texto Liane Alves.
Mais um post na página "Revista Vida Simples". Confira!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A História da Humanidade - Parte 3 (O Homem e a Máquina)



Então chega a Era Industrial. Você pode comprar qualquer carro, desde que seja preto. O homem criou a máquina. Quem é a máquina? Todos passam a acordar na mesma hora, usar a mesma roupa. Camisa? Por dentro da calça. Calça? Jeans. Sapatos, cintos, meias... E vai para a fábrica. Almoça. Volta para casa.
Surge a TV. Chegar em casa. Sentar no sofá. A família em volta. Assistir, assistir, assistir, assistir... E assim, viver assistindo.
Era das máquinas. O carro pode não ser preto, mas é prata. Cinza. É mais vendável. Vendável? Vendável é alma. A mente.
O homem se recriou como máquina.
A arte se tornou tão abstrata que em vários momentos não foi mais a tradução da vida vista pelo artista. Por muitas vezes foi a tradução do nada.
A filosofia se tornou conversa de bar. A poesia passa a ser a arte de alguns, a qual não se deve dar muita atenção. A lua não é mais para ser admirada, mas conquistada.
O homem máquina. Tem que competir. Tem que produzir.
Tem que ganhar: alguma coisa, de alguém. Tem que ganhar!
A música se salvou durante um período. Grandes músicas, grandes letras, grandes homens. Não máquinas.
Mulheres. Foram se libertando... emagrecendo... Moda.
Mas elas são mais bonitas, mais inteligentes, mais sensíveis... vão se salvar.
E mundo foi se "desenvolvendo". A cada dia uma máquina nova.
Industria. Industria da miséria, da corrupção, da destruição...
Mas não se perderam as histórias, as fábulas, os sonhos... Com muito esforço em alguns momentos não se perdeu o encanto.
Época da ciência, da especialização. Essa especialização... como cachorros que pulam argolas no circo. Elefante? O que é isso? Mágicos, palhaços? Não imaginam o que sejam os palhaços. Só sabem pular argolas.
Um período de domínio, domínio da natureza, da natureza humana, domínio da mente humana. "Tá tudo dominado". Esta é a arte.
Guerras. Não mais nos campos de batalhas, mas nos campos de concentração. Guerras de horrores, de crueldades. E uma bomba... mais poderosa do que todos poderiam imaginar. Chegando aos limites.
E mais máquinas. Máquinas bélicas.
E como água nas mãos, se esvaem a beleza, a inocência, a alegria... Tempos modernos.
E a violência tomando conta. A loucura do vencer a qualquer custo. Ganhar na profissão, no esporte, na vida, na fila do banco, na vaga do estacionamento. Ganhar. Cada vez mais. A ERA DO INDIVIDUALISMO.
Maior que as máquinas, surge a tecnologia. Micros máquinas. Num passe de mágica, a tecnologia trouxe a comunicação global. A aldeia global. E como no passado, não há idade das trevas sem ser seguida pela luz. Com a chegada do novo século, o século XXI, vem chegando o verão. A era do conhecimento. O momento de revermos a loucura da competição, destruição, da individualidade. O momento de se voltar à criação, ao pensamento.

Próximo Episódio: A "Era do Pensamento". Quase que voltando ao passado Grego, mas agora com muito mais ferramentas. A Era da Libertação!?
Aguarde! A História da Humanidade - Parte 4. O Homem e o Conhecimento.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Auto-sabotagem


O que nos leva à auto-sabotagem? Alguns sinais de alerta podem nos ajudar a mudar antes de repetir o mesmo erro de novo, de novo...

Novo Post na página "Revista Vida Simples". Confira!