sexta-feira, 8 de julho de 2011

O exercício da paciência



Por voltas nos deparamos com um sentimento: a raiva. As vezes beiramos até o ódio. Este é o nosso constante dilema, o que fazer com este sentimento. Se guardamos nos enchemos dele, se os soltamos, muito provavelmente ofenderemos alguém ou criaremos uma situação desagradável.
Bom, talvez, possamos conviver com ela, de forma harmoniosa... difícil, mas possível.
“Por um lado, ter um inimigo é muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrói algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro ângulo, somente um inimigo nos dá a oportunidade de exercer a paciência. Ninguém mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerância. Já que não conhecemos a maioria dos cinco bilhões de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas também não nos dá oportunidade de mostrar tolerância ou paciência. Somente essas pessoas que nós conhecemos e que nos criam problemas é que realmente nos dão uma boa chance de praticar a tolerância e a paciência.” – Dalai Lama.
Pois é, se não tivermos situações que nos levem a visita dos sentimentos negativos não temos como avaliar nossos sentimentos positivos. Um depende do outro.
Primeiro ponto é admitirmos que somos humanos, com tudo que é inerente a este estado, e mesmo os piores sentimentos, fazem parte de nós. Só este ato já nos ajuda a convivermos melhor com eles. Negá-los é impossível. A convivência com nossas sombras é um treinamento diário. Um verdadeiro exercício.
Se atacamos alguém, independente do motivo, temos que estar ciente que o problema está em nós. Estamos jogando ao outro o nosso descontrole emocional. Não há necessidade de extravasar a raiva em outros e sim entendê-la, controlá-la e dissipá-la. Nós somos como filtros de energia, emitimos as boas, recebemos e dissipamos as ruins. Pode ser que soe meio utópico, mas não, isto se torna possível apenas prestando atenção à estes momentos. Agir no impulso é se distrair. Se estamos atentos, identificamos este momento e pronto, já estamos no caminho de dissipá-lo.
Prática da Recordação, desligar o robô que existe em nós e nos tornarmos seres pensantes. O que nos dá raiva é que por inúmeras vezes somos seres instintivos, mais próximo ao animal que ao humano. Parece difícil, mas é apenas disciplina.
Como Dalai Lama foi citado no início do texto, vamos terminar com um pequeno conto Budista para ilustrar este tema:

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.

- Monge – disse, numa voz acostumada à obediência imediata. – Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:

- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Isto é o inferno – disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.

- Isso é o céu – completou o monge, com serenidade.

O pacto com a felicidade

Temos duas escolhas que podemos fazer: a busca da felicidade ou a prisão em nosso egoísmo.
Vale a pena ler um pensamento de Chico Xavier, na página "Textos de outros autores", que expressa bem uma forma de ver a vida com mais consciência. Boa leitura!

Podemos viver todos os dias somente hoje!



Acho que quase todos nós já tivemos algum sonho o qual se realizou no futuro. Os “sonhos premonitórios”, como é chamado e estudado em diversas épocas e maneiras nos leva a uma dimensão atemporal. Somente estes fatos já nos levaria a repensar a lógica do tempo como é vivida em nossa realidade. Mas há outros momentos que também nos leva a repensar esse tema.
Se fecharmos os olhos em um ambiente escuro, ao fundo possibilitarmos escutar a voz de um ente que já morreu, a fragrância de seu cheiro poder ser suavemente sentida, assim como aquela música que ela muito gostava estar entre os sons que o silêncio nos traz, podemos ter de volta o sentimento exato daquela situação vivida. Como se aquele momento se perpetuasse em nossa memória, à desprezo dos relógios insistisse em estar presente, mesmo sendo um evento passado.
A fotografia tem esse poder. Congelar momentos. Exatamente como aconteceu, imortalizando cenas, pessoas, sentimentos, cheiros, luzes...
O simples ato de pensar nos leva a lugares, vivências que ultrapassam nossa percepção do ontem, hoje ou amanhã.
A realidade criada pelo envelhecimento nos dá uma falsa noção de começo e fim, até porque recomeçamos todos os dias nossas vidas. São ciclos, intermináveis ciclos, sem começo e nem fim. Hora vivemos o ontem, muitas vezes vivemos o amanhã, o presente não passa de uma fração. Imperceptível.
Nós somos um amontoados de lembranças? Não, somos experiências, vezes vividas por nós, vezes observadas, e estas experiências estão conosco em todos nossos momentos, inclusive as expectativas do futuro. Esta perspectiva pode nos levar a não ter preocupação pelo futuro, já que ele não existe, ele é o agora, a soma de todas nossas experiências? Ao contrario, ela nos proporciona a possibilidade de vivermos muito mais intensamente, já que estamos vivendo todos os momentos em um só.
“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.” - Dalai Lama.
Mas fatalmente nos deparamos com o conceito da morte. E então, seria este o limite de nossas experiências? A famosa Morte, tema tão temido por muita gente. Como estamos falando da não existência de tempo, podemos admitir a não existência de início nem de fim, a não existência da morte, sendo ela talvez a impossibilidade de não podermos imaginar o mundo sob as diversas faces que ele nos oferece.
“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.” - Wlliam Shakespeare.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Qual a sua galinha dos ovos de ouro?

Não é certo que todo mundo vai chegar lá, mas só dá para saber tentando. Pare de usar a desculpa de que não nasceu mesmo para aquilo que você quer tanto fazer
texto Mariana Delfi ni
Na página "Revista Vida Simples".

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A História da Humanidade - Parte 0


Gênesis Revisitado - A Origem da Vida

Em nossa saga “A História da Humanidade – Partes I, II e III”, faltou o início da vida, o que pode nos trazer um errado entendimento de toda evolução humana. Por isso, este texto nos traz à luz, os elementos que nos formaram e a real importância de cada um deles na constituição de nosso seres.
“O primeiro requisito fundamental refere-se à disponibilidade dos elementos químicos essenciais à vida. De fato, o carbono, o hidrogênio, o oxigênio, o nitrogênio, o fósforo e o enxofre, denominados coletivamente "elementos biogênicos" (geradores de vida), estão entre os mais abundantes do universo. Estão, por isso, sempre presentes em grande quantidade em planetas ou satélites grandes e frios o suficiente para possuírem atmosferas, e tendem a se acumularem em suas camadas superficiais. Por outro lado, a natureza das reações bioquímicas conhecidas exige que as temperaturas reinantes permitam a existência de água em estado líquido. Estes limites são fundamentais aos conceitos de habitabilidade (como diria Tite, atual técnico do Corinthians) planetária e de zona habitável.” Esta introdução foi extraída do site Wikipédia para que tenhamos um entendimento perfeito dos elementos, decifrando assim as funções de cada um deles para nos conhecermos como criaturas e nos tornarmos seres humanos melhores.
Bom, então vamos lá...
O carbono tem a função básica da reprodução. Este elemento nos trouxe os órgãos genitais e a libido para que pudéssemos nos aproximar e introduzir em outros seres o conceito da reprodução em série. Com o advento da tecnologia este elemento se tornou obsoleto, mas de fundamental importância nos primórdios da vida. A vida humana, de acordo com pesquisas arqueológicas, surgiu na África e os seres eram negros justamente pela reprodução através do elemento “carbono”. As cópias dos seres foram evoluindo de acordo com novas mutações genéticas e descobertas científicas como: Mimiógrafo, Xerox, Impressões a laser etc. Gutemberg foi um importante observador destes processos antes de criar a imprensa.
O hidrogênio, oxigênio e nitrogênio formam um grupo, que, como o próprio nome diz, dá ao ser humano a “genialidade”. De acordo com suas combinações formam os seres mais ou menos capazes nas diversas áreas. A inicial “hidro”, do elemento hidrogênio, nos traz a sede e conseqüentemente a formação e dependência da água. As iniciais “Oxi e Nitro” como prefixo de gênio significam respectivamente: o ar, fundamental para fazermos exercícios aeróbicos e o “Nitro” que em grande quantidade as vezes tornam as pessoas mais explosivas.
Como exemplo destas combinações perfeitas podemos citar Pelé, gênio do futebol, que possui muito dos três elementos.
O fósforo nos traz a religiosidade, a luz. A eterna busca pela iluminação. Acende em nós a chama do amor, o fogo da paixão. A centelha divina em cada um de nós. Podemos nos queimar as vezes, mas faz parte do aprendizado da vida.
Por último o enxofre, atribuído aos infernos. Significa o lado escuro de nossa existência. Quando percebemos que algo não cheira bem, é a memória atávica deste elemento que formou você também. Até hoje, em algumas ocasiões, pessoas liberam odores desagradáveis por orifícios corporais que comprovam a existência deste elemento em nossa constituição. Importante lembrar que somos formado de luz e sombra (fósforo e enxofre, nos primórdios).
Conhecendo agora os elementos e suas importantes contribuições em nossa formação, não só orgânica como espiritual, podemos seguir nossos caminhos com mais segurança. E estes conhecimentos nos traz uma importante base para o entendimento dos textos: A História da Humanidade – partes 1, 2 e 3 publicada neste blog.
Boa caminhada à todos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma janela para um mundo encantado


Visitar um novo lugar é como ver o mundo através da janela. Um olhar passivo, como se todas as belezas desfilassem, ordenadas ou desordenadas, exuberando suas qualidades. É observar. Aprender? As vezes. Repousar os cotovelos e deixar o "novo" entrar em nossas vidas. Ver pessoas, monumentos... Ver. A vontade de estar em casa por vezes se torna inevitável, porque no seu lugar você não está mais na janela, mas escrevendo a história. A sua história. Participa, interage, se sente mais vivo talvez.
Que bom também é ser apenas observador. Não participou de nada, mas estar ali de certa forma é fazer parte. Interessante observar é que a história foi e está sempre sendo escrita, vivida. Vivemos disso. Histórias. Antigos prédios, ruas, casas, palácios, não tem em seu encanto arquitetônico a verdadeira beleza, mas em sua história, ali, viva através das marcas do tempo, em todos seus detalhes. São as rugas em nossos rostos. As marcas, lindas marcas do tempo, revelando todas as alegrias e tristezas, sem a possibilidade de ocultá-las.
Observando e vivendo. O simples ato de olhar, quanta ação isso pode resultar. Os incríveis mistérios da dualidade.
A janela sempre nos passa a passividade, o momento de parar e apenas deixar com que o mundo aconteça. Mesmo que olhada pelo lado de fora. Se abrem e fecham, como o piscar dos olhos, deixando a luz entrar ou mesmo se fechando para a penumbra do repouso. Quantas janelas neste momento estão se abrindo, quantas se fechando, é o curso do rio da vida que vai sempre seguir. Nunca o mesmo.
É isso. A beleza da vida. Ver a vida, ver que mãos humanas constroem. Constroem belezas, mesmo que em cima de historias tristes. Cenários para tornar a jornada com mais glamour, mais imponência. Talvez isso dê mais importância a atividade humana.
Mas não cabe da janela julgar, só admirar.

Uma Janela para o Velho Mundo

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Faz algum sentido?

A gente só é capaz de compreender o significado da vida quando olha a existência sob outra perspectiva, texto Liane Alves.
Mais um post na página "Revista Vida Simples". Confira!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A História da Humanidade - Parte 3 (O Homem e a Máquina)



Então chega a Era Industrial. Você pode comprar qualquer carro, desde que seja preto. O homem criou a máquina. Quem é a máquina? Todos passam a acordar na mesma hora, usar a mesma roupa. Camisa? Por dentro da calça. Calça? Jeans. Sapatos, cintos, meias... E vai para a fábrica. Almoça. Volta para casa.
Surge a TV. Chegar em casa. Sentar no sofá. A família em volta. Assistir, assistir, assistir, assistir... E assim, viver assistindo.
Era das máquinas. O carro pode não ser preto, mas é prata. Cinza. É mais vendável. Vendável? Vendável é alma. A mente.
O homem se recriou como máquina.
A arte se tornou tão abstrata que em vários momentos não foi mais a tradução da vida vista pelo artista. Por muitas vezes foi a tradução do nada.
A filosofia se tornou conversa de bar. A poesia passa a ser a arte de alguns, a qual não se deve dar muita atenção. A lua não é mais para ser admirada, mas conquistada.
O homem máquina. Tem que competir. Tem que produzir.
Tem que ganhar: alguma coisa, de alguém. Tem que ganhar!
A música se salvou durante um período. Grandes músicas, grandes letras, grandes homens. Não máquinas.
Mulheres. Foram se libertando... emagrecendo... Moda.
Mas elas são mais bonitas, mais inteligentes, mais sensíveis... vão se salvar.
E mundo foi se "desenvolvendo". A cada dia uma máquina nova.
Industria. Industria da miséria, da corrupção, da destruição...
Mas não se perderam as histórias, as fábulas, os sonhos... Com muito esforço em alguns momentos não se perdeu o encanto.
Época da ciência, da especialização. Essa especialização... como cachorros que pulam argolas no circo. Elefante? O que é isso? Mágicos, palhaços? Não imaginam o que sejam os palhaços. Só sabem pular argolas.
Um período de domínio, domínio da natureza, da natureza humana, domínio da mente humana. "Tá tudo dominado". Esta é a arte.
Guerras. Não mais nos campos de batalhas, mas nos campos de concentração. Guerras de horrores, de crueldades. E uma bomba... mais poderosa do que todos poderiam imaginar. Chegando aos limites.
E mais máquinas. Máquinas bélicas.
E como água nas mãos, se esvaem a beleza, a inocência, a alegria... Tempos modernos.
E a violência tomando conta. A loucura do vencer a qualquer custo. Ganhar na profissão, no esporte, na vida, na fila do banco, na vaga do estacionamento. Ganhar. Cada vez mais. A ERA DO INDIVIDUALISMO.
Maior que as máquinas, surge a tecnologia. Micros máquinas. Num passe de mágica, a tecnologia trouxe a comunicação global. A aldeia global. E como no passado, não há idade das trevas sem ser seguida pela luz. Com a chegada do novo século, o século XXI, vem chegando o verão. A era do conhecimento. O momento de revermos a loucura da competição, destruição, da individualidade. O momento de se voltar à criação, ao pensamento.

Próximo Episódio: A "Era do Pensamento". Quase que voltando ao passado Grego, mas agora com muito mais ferramentas. A Era da Libertação!?
Aguarde! A História da Humanidade - Parte 4. O Homem e o Conhecimento.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Auto-sabotagem


O que nos leva à auto-sabotagem? Alguns sinais de alerta podem nos ajudar a mudar antes de repetir o mesmo erro de novo, de novo...

Novo Post na página "Revista Vida Simples". Confira!

terça-feira, 19 de abril de 2011

A História da Humanidade - Parte 2


      Depois da chegada do filho de Deus começamos do zero. Inventou-se a nomenclatura AC (antes de Cristo) e DC (depois de Cristo), não aquele AC/DC de corrente alternada e corrente continua (é importante explicar isso senão as pessoas confundem).
      Esse novo momento continua com o povo italiano "se achando", mas suas peripécias terminam por volta de 476 DC com a queda do império romano. Aí a coisa começa a ficar complicada com a idade média, mais conhecida como a idade das trevas. Ser contra o sistema era "fogo na roupa", diria Joana d'Arc. Tirando a grande contribuição para as lendas e estórias devido aos seus reis, príncipes e princesas, cavaleiros e magos, um período, terminado em 1.453, que poderia ser apagado da história. Mas não há céu cinzento que não seja precedido de um dia azul, não há noite que não seja seguida pelo dia; e veio a Renascença. Uma época em que o Ser Humano pintou e bordou. Mais pintou que bordou.
      Um novo espírito cientifico de observação, os artistas usaram a perspectiva para retratar um mundo tridimensional em vez do espaço espiritual representado pelos artistas medievais. Borricelli, Rafael, Ticiano, Leonardo Da Vinci (dizem que tinha um irmão, também artista dos sertões da Europa chamado Leandro e formavam uma dupla na adolescência; particularmente acho isso uma lenda), seres iluminados que trouxeram uma nova luz ao mundo, muitos anos depois concretizada por Thomas Edison.
      Leonardo Da Vinci foi um destaque deste período. Fez a Santa Ceia, Monalisa e deu a base ao roteiro de: "O Código Da Vinci", sucesso séculos após sua morte.
Não menos importante, destacavam-se: Michelangelo, Bellini e muitos outros inesquecíveis artistas como o... a.... o.... aquele importante pintor, o.... enfim um monte de gente.
      Nas artes seguiram-se os estilos: Barroco, Rococó, Romantismo, Realismo até chegarmos aos impressionistas e pós-impressionistas fechando este áureo período humano. Monet, Manet, Rodin, Renoir, Degas, Toulouse-Latrec, Gauguim, Cézanne, Van Gogh e outros inúmeros Seres que mudaram para sempre nossa percepção de arte.
      Não podemos deixar de citar, que em 1.500 DC, Cabral e sua troupe descobriram nada mais, nada menos, que o Brasil, penta campeão mundial. Muitos destaques passaram por este país, assim como muitos passistas, rainhas (de bateria), porta-bandeiras e grandes mestres, salas.
      Chegamos ao final do século XIX e início do século XX, onde afloraram as ciências, a arquitetura, a literatura, as artes, quase tudo que conhecemos na forma como é hoje, mas tendo como grande alavanca a Revolução Industrial, em meados do século XVIII na Inglaterra. Já então se esboça o conceito de "somos livres desde que usemos a mesma roupa, com o mesmo carro (prata de preferencia), escutemos a mesma música, o mesmo corte de cabelo, o mesmo sapato, a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim".
      Batalhas, cruzadas, caça-palavras, grandes navegações durante a "Era dos Descobrimentos", iluminismo, revoluções, grandes monarquias, muito aconteceu durante este período de descobertas e efervescência religiosa, intelectual e artística. Uma época que mesmo sem pagode, duplas sertanejas e afins deu-nos uma base de desenvolvimento para entrarmos em um novo momento. O momento das máquinas. A "Era Industrial", que logo se deu como a "Era da Tecnologia", das grandes descobertas científicas, assuntos que serão tratados na terceira parte desta epopéia humana resumida e revisitada.
      Não percam a História da Humanidade - parte 3: O Ser Humano e as Máquinas.

Obs.: Vale novamente lembrar que esta importante contribuição para a memória humana é sob o ponto de vista ocidental, sendo que a visão oriental será abordada em: A História da Humanidade sob a ótica do oriente, citizen, toshiba e vários outros.

PS. Para quem não leu " A História da Humanidade - Parte 1" é só acessar ao lado no arquivo do Blog.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Alguma coisa está fora da ordem


Alimentamos a ideia de que podemos controlar tudo em nossas vidas. Nada mais enganoso. E isso vale inclusive para aqueles que acreditam ter na mão as rédeas da situação. Afinal, será que existe destino?

Confira novo post na página "Revista Vida Simples". Texto Liane Alves.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma reflexão sobre a Arte

Tarsila do Amaral Abaporu (1928)

Arte

Se somos energia, uma forma de interagirmos com o universo.
Se somos apenas humanos, um canal direto com o divino.
Se somos divinos, a maior expressão de nosso ser.
Se somos animais, a sublimação do racional.

A pureza da expressão, que vezes se utiliza do intelecto
ou simplesmente é.
A indignação, a alegria, a tristeza, o belo...
O contraponto de todos os sentimentos em resumo,
a simplicidade complexa.

Através das mãos, da voz, da escrita, do corpo, da luz,
idéias se expõem e entram em nossas almas por nossos sentidos.
Quando almas se juntam.
Livre. Deve ser livre.

Um instante em que se esvaem os fluidos do artista
para preencher o vazio da materialidade.
Um instante que se torna eterno.
Um instante que se faz maior que o próprio tempo.

Um instante que deixa de pertencer ao artista
e passa a ser como a brisa.
Brisa que nos acaricia e nos enche de paz.
Brisa que suavemente traz o essencial da vida,
mesmo que não percebamos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A crise existencial

Manual prático para assumir e enfrentar o problema que assola homens e mulheres de qualquer idade.
Novo Texto na página "Textos da Revista Vida Simples". Confira!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O sentido da Vida.


Parece um papel em branco. Ali rabiscamos, muitas vezes mal e porcamente nossas emoções, esperanças, sonhos, mágoas, conhecimento... Há ocasiões que não temos capacidade de rabiscar nada! Passamos a ser apenas espectadores, inertes olhando o papel. Simples papel. Em branco.
A vida é mais que um papel. É um palco. Vazio, a espera de uma grande encenação. Sempre esperamos que seja uma grande encenação. A platéia existe. Está implacavelmente a espera também . Nem sempre querendo ver um sucesso. O fracasso, a tristeza, a angústia, fazem parte desta obra.
É a vida...
Sonhamos sempre em ser o ator principal.
É fato que temos a capacidade de fazermos o que quiser, quem sabe até Arte! Mas é difícil. Difícil sermos autor, ator, roteirista, diretor, iluminador, sonoplasta, contra-regra... Nossa!!! Quão melhor seria se alguém pudesse nos dirigir, as vezes até escrever por nós nossa própria história?!
Não dá para entender muito bem o que está sendo encenado a nossa volta. Vontade é de rasgar tudo. Fraqueza.
Nesses momentos o que é preciso? Olhar para frente? Olhar para dentro? Não olhar?
Nesses momentos é preciso rabiscar muito, escrever tudo, atuar, dirigir, fazer, fazer, fazer, fazer... fazer tudo que estiver ao nosso alcance. É isso!
Só assim vamos saber se receberemos aplausos, vaias, risos, o “bis”. Só assim receberemos as emoções que nos constroem. Só assim nos sentiremos pessoas, com defeitos e qualidades, com tudo que está disponível em nosso pacote da vida.
Assim seremos odiados e amados. Mas seremos! E isso é o que importa.
Então, mãos a obra.
Que seja uma “Obra Prima”, porque talvez não teremos oportunidade de reescrevê-la.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Folga mental

Perder o foco às vezes é importante. Precisamos disso para criar, inventar ou simplesmente viver bem.
Novo Texto da Revista Vida Simples na página: Textos da Revista Vida Simples.

terça-feira, 15 de março de 2011

A História da Humanidade – Parte 1


No princípio era o caos. Se bem que até hoje continua meio complicado... depois foi criada a célula, o mar, as plantas, o barro e pronto; chegou o homem para bagunçar tudo. A mulher também. Tudo bem... com mais charme, mais bonita, sensível, mas tem sua grande parcela na bagunça. Ah!!! Antes do homem veio a cobra, que seduziu Adão. Ele comeu a maçã (que virou Ipod, Iphone, Ipad... mas isso é para depois) e da sua costela criou a Eva. Bom, essa primeira parte já está clara; então vamos seguindo.
A história é contada a partir da escrita, então vamos fazer um resumo até este momento para termos uma noção geral da evolução humana e chegarmos nas partes mais importantes.
Existia o macaco, depois ele começou a andar, foi chamado de homo sapiens, apareceu a Luzia (o mais antigo fóssil humano) e foram se juntando... procriando... procriando... até ter um monte de gente, e começaram a escrever. Neste momento, há mais ou menos cinco mil anos antes de Cristo, começa a história escrita da humanidade. Existe um esquema que explica isso muito fácil: um macaco agachado que vai se levantando, fica em pé e vira homem. Enquanto ele estava de quatro não existia a certeza dele realmente ser homem.
Os sumérios, assírios, escreveram pouco, pois eram muito ocupados com trabalhos braçais, não tinham muito tempo para se dedicar a literatura, que começou a ficar mais interessante com os egípcios. Aí já existia um Faraó, que colocava um monte de gente para trabalhar para ele e tinha mais tempo para outras coisas.
Mas quem realmente desenvolveu o pensamento como ele é hoje, foram os Gregos. A filosofia, astronomia, matemática, artes, quase tudo, pouca coisa foi criada depois deles. Importante mesmo, só o futebol.
Concomitante ao desenvolvimento do pensamento, neste período, ocorreu um boom imobiliário, período qual, foram construídas várias pirâmides pelo mundo. Egípcios, Maias, Incas, vários povos erguiam seus “arranha-céus” por todo o planeta, mais a maioria literalmente se enterrou em suas empreitadas. Depois disso as construções diminuíram de tamanho, se tornaram mais práticas, até chegarmos aos nossos “Flats”.
Mas vamos nos atentar para os Gregos que foram a base do pensamento ocidental. Grandes obras literárias, grandes pensadores, artistas, poetas surgiram nesta época e nos influenciam até hoje. Foi escrita uma das mais belas obras humanas: a mitologia Grega. Dentre as principais personagens desta história podemos destacar: Homero. Pisandro de Rodes, Paniasis de Halicarnaso e Antimaco de Colofón. Tirteo de Esparta e Mimnermo de Colofón. Na frente: Platão, Sócrates, Casagrande, Maradona e Pelé (apesar do sistema da época já era Rei, assim como Roberto Carlos, o cantor, claro). Ronaldo, mais da atualidade, até pouco tempo teve um grande peso em nossa civilização.
Há mais de dois mil anos surgiram os romanos. “Má que belo povo”!!! Se achavam. Começaram a invadir tudo. Invadiram a Grécia e se apoderaram da mitologia deles, trocando os nomes dos deuses, como por exemplo: Zeus, um dos principais entre os deuses, tem como seu equivalente Júpiter na mitologia romana. Poseidon virou Netuno; Afrodite é Vênus; Dionísio, deus do vinho virou Baco (daí a expressão “é do balacoBaco”), Lula que virou Dilma, e assim por diante. Criaram de importante: O Coliseu, a Pizza e o Macarrão (trazido da china por Marco Pólo, criador também daquelas camisas com gola). Ah... também a forma de falar com as mãos: juntam-se os dedos e fica balançando. Serve para quase todas as ocasiões.
No final deste período vem a terra o Filho de Deus onde zera tudo e começamos uma nova história, que continuará na: História da Humanidade – Parte 2. “A Missão”. Não tinha como não acrescentar isso... Aguardem!

Obs.: Esta é a história contada sob a ótica ocidental. Em breve será lançada “ A história da humanidade sob a perspectiva oriental”.

O acaso está na mente daqueles que não conseguem se libertar do pensamento lógico.


Pensamento binário. A mente compara, insistentemente. Ou é uma coisa ou é outra. Tudo depende de referencias adquiridas durante nossa existência. Influências do ambiente, da cultura de tudo que nos cercam, moldam nossa forma de pensar e nos tornam lógicos. Lógico isso. Então surge o acaso (do latim “a casu”, sem causa; é algo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente) não tem lógica.
E aí?
Como fazemos para lidar com uma situação que acontece a esmo? Chamamos de acaso, porque não temos como correlacionar rapidamente às nossas referências.
Os sonhos são imagens ou visões de nosso imaginário que acontecem ao acaso? Coincidências acontecem ao acaso? Conhecemos pessoas por acaso? E mais outras inúmeras perguntas que poderíamos fazer.
“O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”.
A partir desta frase contida na letra de Epitáfio (Sérgio Britto) podemos ter uma outra visão de acaso. Enquanto eu estiver distraído, tudo pode acontecer e nada precisa ter correlação, no momento em que prestarmos atenção ao que nos cerca, a maioria das coisas passam a fazer sentido, interligar-se. Então o acaso é um desconhecimento da correlação de um determinado acontecimento.
A medida que vamos tomando conhecimento de nossas estruturas psicológicas, emocionais, físicas, vamos tramando uma nova rede de entendimento das ações que ocorrem sob nossa influência ou não. Voltamos a um velho tema: o conhecimento.
Até onde queremos chegar. Podemos continuar “distraídos” ou arcarmos com o ônus da luz do conhecimento e termos que assumir as conseqüências de todos nossos atos.
O interessante nessa conversa é que se pensarmos, sem mentir para nós mesmos, em todos nossos atos, durante toda nossa vida, entendendo “atos” como tudo o que fazemos para reagir as influências do ambiente em que vivemos, vamos chegar inevitavelmente a conclusão que estamos exatamente da forma e onde nós deveríamos estar. Sem nenhum acaso.
Sem andar distraído o acaso pode deixar de nos proteger, mas com certeza saberemos onde vamos chegar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais Carnaval...



Agora uma visão mais colorida do carnaval. Na página "As Cores do Carnaval".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma Visão do Carnaval


Um ensaio do carnaval de Guaratiguetá. Para quem não viu curtir e para quem foi ver, relembrar.
Na página: "Uma Visão do Carnaval - 2011".