quinta-feira, 10 de março de 2011

Uma Visão do Carnaval


Um ensaio do carnaval de Guaratiguetá. Para quem não viu curtir e para quem foi ver, relembrar.
Na página: "Uma Visão do Carnaval - 2011".

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A vida está literalmente na sua cabeça.



O que você pensa é o que você é. Já pensou bem sobre isso?
Não existe nada além do que você pensa. Você experimentou perguntar a um "louco" se ele acredita no que pensa? Se ele não acreditar, é porque não é louco. O rico acredita que o dinheiro é o melhor da vida, o espiritualista, que  a verdade está em outros mundos, o vegetariano encontra a alegria longe dos prazeres da carne, o alcoólatra na bebida, o artista na arte e assim, cada um encontra, primeiro em seus pensamentos, depois em suas atitudes, uma forma de passar por esta vida. Será que tem outra?
Alguns insistem em mostrar a vida como ela é. Como ela é?
A verdade é que...
Não tem verdade. Mas então, Vale tudo?
Existe uma ligação entre todas as coisas, isso é verdade, não tem como não ser.
Por mais que precise de governantes, polícia (para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia...), políticos, síndicos, patrões, alguém que se acha melhor para impor alguma coisa a alguém; todo mundo sabe que não precisa deles, todo mundo sabe o que se deve fazer. Será mesmo?
Bom eu acredito, então é verdade para mim, é a minha vida.
E a sua, qual é a sua verdade? É melhor que as outras? Sempre a nossa verdade tem mais sentido que a verdade dos outros, porque está em nosso pequeno mundo, nossa cabeça.
Um dia, acredito que todos esses pequenos mundos vão se encontrar em um mundo só. Jung já falou sobre isso, de alguma forma. Acho que um monte de gente já falou sobre isso, de alguma forma. Então a verdade, a vida, as vezes pode não se resumir apenas ao pensamento isolado. Interessante isso.
Que vença a maioria. Ao seu tempo.
Tempo... tempo... será que ele existe mesmo?!

Porque o mundo está ficando mais chato?


Alguém acende um cigarro na rua, outro, a cem metros torce a boca, dá umas tossidas e resmunga algumas palavras que nem ele bem entende. Na hora de comer aquela picanha... alguém vai falar sobre os males causados pela carne... Aiii meu Deus!!!
Vida sedentária? Nossa, infarto certo.  Alface, muito alface.
Aquele calor, então aquela cerveja gelada? Nem pensar. Coca cola?!? Refrigerante mata na hora. Emagrecer. Emagrecer. Não se esqueça, você sempre está gordo. Precisa emagrecer.
Se todos levassem realmente a sério tudo que faz bem, as ruas seriam cheias de gente correndo, pessoas muito magras, claro, de um lado para o outro. Quiosques de alfaces, espetinhos de nabo, sucos sem adoçantes, sem açúcar, sem agrotóxicos, sem gosto, sem nada!!!!
Pessoas brancas, muito brancas, imagina… o sol!!! O sol é cancerígeno.
O pior é que quase tudo que faz mal é bom.
Alguém já ouviu falar de alguém escrever um grande poema as 6h30 da manhã depois de sair da academia? Uma hora de musculação com mais meia de aeróbica. Nossa, que inspiração!
Então... Se você faz tudo, mas tudo mesmo, certinho, sem sair da linha, certamente será premiado. Você viverá muito mais que: Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Janis Joplin, Elis Regina, Renato Russo, Cazuza, Fred Mercure, Van Gogh, Beethoven, Freud, Nietzsche, Noel Rosa e mais um monte de gente que não fazia nada disso.
Pois é, fazer um monte de coisas chatas faz a gente viver mais… e a gente acaba, por osmose, se tornando um chato!!
E aí o que acontece? Os chatos vivem mais. Estão aí, em todos os lugares. Dominando o mundo.
Dez anos a mil ou mil anos a dez?
Acho que vou fumar um cigarro e pensar sobre isso.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Conexão



Mais ou menos entre as 9 e às19 horas eu estou trabalhando, provavelmente você também e o dono da loja também. Então quem vai comprar?
Esta é uma das várias heranças do período industrial que começou em meados do século XVIII e foi até metade do século XX onde iniciamos o período pós-industrial.
As pessoas precisavam estar em um local para produzir bens de consumo. Quanto mais pessoas, mais horas/trabalho; mais produção. Havia a necessidade de horários rígidos, muita organização, funcionários, encarregados, coordenadores, supervisores, gerentes, diretores, e assim vai... O que acontece é que por muitos anos nossa sociedade viveu dentro deste sistema. Trabalhar e produzir, cada vez mais.
Agora nos encontramos na era da informação. Esse é o novo tema. Era dos serviços, da comunicação, da virtualidade, onde não precisamos mais estar presentes fisicamente e temos acesso ao mundo, instantaneamente. Máquinas apertam os parafusos por nós. Estamos na era do pensamento. E aí?
E aí que o importante é viver.
Mas que vida?
Que bom que o pensamento é livre. Talvez a única coisa livre que temos. Nos apegar a ele, com todas as nossas forças, pode nos tornar presos ao próprio pensamento. Presos a liberdade.
Eu só quero saber em qual rua minha vida vai encostar na própria vida. Quero viver, embora as vezes seja tão difícil apenas existir. Veja as plantas, que lindo as plantas... Será que somos tão lindos quantos as plantas? Será que somos melhores?
As vezes não queria dormir mais, mas ai não poderia sonhar... ah não... eu quero sonhar!! Então vou ficar acordado, mas não muito, senão vou ser uma pessoa só.
Essa é a nova era. A era da prisão ao pensamento livre! Somos seres criados para ser livre! Só que precisamos pensar juntos, sonhar juntos; Caminhar juntos! Somos presos a uma coletividade solitária. Somos em torno de seis bilhões de solitários. Talvez um pouco menos, porque existem também os conectados.
Então, digo, não somos seres solitários, somos seres desconectados. Desconectados da natureza, de toda as pessoas, e pior ainda, de nós mesmos; porque se não fossemos, o mal não existiria.
Novos tempos... por enquanto, teoria.

sábado, 20 de novembro de 2010

A luz é vida.

Ah....!!!!! Que bom é a vida!!!! Sons, sabores, luz... A luz. Da mesma forma que o som, há luz, que se derrama sobre todos. Que bom ver a luz.
As flores, os pássaros, as árvores, a vida, quase tudo é reflexo da luz. A luz é vida. Você, eu, todo o mundo não existe se não existir a imagem; o reflexo da luz. O som é a luz, a luz do sentimento. Do som que nasce a dança, a luz da alma.
Na verdade, somos reflexos, reflexos de todas as coisas que chegam até nós. Refletimos os estímulos externos. As vezes refletimos nosso íntimo, aí refletimos um pouco de Deus.
Quando a luz é suave não existem sombras, as sombras são simplesmente um pouco de luz.
Quanto mais luz, mais vida, mais alegria (não em sua força) mas em sua intensidade e intensidade é uma força que brota de dentro da gente. É um sentimento. Se bem que tudo é sentimento.
Olhos, portas de nossas almas, lentes de nosso universo, quantas vezes é preciso abrir e fechar, abrir e fechar, abrir e fechar, para enxergarmos tamanha beleza. É necessário milhares de vezes e mesmo assim, não conseguimos ver o quanto tudo é tão belo. É preciso fechar os olhos para poder abrir novamente e deixar a luz entrar e até o coração. Aí ela chega a um ponto que não precisamos mais abrir os olhos novamente.
Deixar a luz entrar e refletir luz; isso é viver. Que simples não?
Se não é tão simples assim, feche os olhos e escute os sons, a luz vai aparecer também e você vai refleti-la da mesma forma. Para isso basta apenas uma coisa, sentir-se luz! 

sábado, 6 de novembro de 2010

Dinheiro, a ração humana.


Escrevo de um Macbook Air. Que bom.? Para “ser humano” é preciso receber nossa ração mensal. Mudam-se os potes, mas as necessidades não (as coisas não precisam de você... outros olhos e armadilhas...). Estou escutando um DVD onde as letras se misturam com minhas ideias.
Vivemos por poucas porções de rações. Elas compram nossas almas. (os inocentes não querem saber de você...).
Os parênteses são partes das letras que estou escutando, na medida que vou escrevendo.
Seguimos caminhos que não sabemos onde vai dar, mas precisamos nos alimentar das ilusões das compras. Vamos comprar. Comprar ou não comprar, eis a questão (acho que vou desistir...).
Porque nos vendemos? Vendemos nossa alma por um pouco de dinheiro ao final dos meses. Porque dinheiro sempre é pouco.
Será que podemos ser um pouco mais que isso? (acho que vou resistir...).
Vamos ser um pouco racional; porque vendemos a vida se podemos ser nós mesmos? Mas aí vem a pergunta, quem é você?
Ah... que bom se não fossemos humanos, não teríamos medo, inveja, raiva, insegurança, não precisaríamos de dinheiro (acho que o mundo faz charme, e que ele sabe como encantar...).
Mas, enfim, somos humanos. Então somos isso mesmo. E o que fazer?
Somos seres grávidos; de terra, de luz, de saber, de vontade... um dia vamos parir. Parir nosso intimo, que medo dá isso!
(Mágicas, absurdos...) Viver é uma arte, uma arte de fazer muitas coisas sem bem saber o que são. Viver é a arte de não precisar de dinheiro. Será? Sem ração não vivemos. Não precisar é ter muito ou não ter nada?
Dinheiro e vida, dualidade e unicidade. Que coisa louca isso. Será que amor, humildade, abdicação, despojo, tem haver com tudo isso? (O mundo é você quem faz... música, letra e dança...)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A força do pensamento

Veja esta matéria sobre neurolinguística na página "Vida Simples". Boa leitura!

sábado, 23 de outubro de 2010

Com a palavra: Dalai Lama


Vale a Pena. Na página: "Textos de outros autores".

Ensaio sobre a educação

Onde se origina o pensamento? Este é um questionamento que acompanha a filosofia desde de seu início. Sendo o cérebro humano um órgão do corpo que reage quimicamente aos estímulos externos, podemos acreditar que nosso pensamento é um estímulo ao cérebro e não está contido nele. Então onde ele está? Seria nossa alma? O pensamento estaria em um momento anterior as reações de nossos neurônios? Com essa premissa poderíamos modificar a idéia mesmo antes dela ser captada pelos nossos sentidos. Onde estaria a origem do pensamento?
Nosso pensamento, mente ou consciência pode ser a essência de nossa vida comandando nosso corpo e todas as respostas eletroquímicas de nosso organismo.
Através da meditação, como um exercício de “esvaziamento” do cérebro, poderíamos libertar a verdadeira existência, livre da contaminação do mundo externo e poderíamos também nos analisar como se estivéssemos fora de nós mesmos. Admitindo isso podemos desconstruir o padrão mental formado nestes últimos séculos e ter uma outra visão de nosso desenvolvimento e formação.
Hoje nossa educação é baseada em uma formação técnica, onde sempre aprendemos a desempenhar funções e papéis em uma sociedade. Esta forma de educação nos leva a construirmos um padrão mental, que transforma o ser humano em pequenas máquinas desempenhando funções específicas. Isto ocorre de forma ainda mais intensa na fase adulta onde as especializações vão se afunilando, como ocorre em v ários segmentos profissionais. O profissional pode ter um desvio de caráter, pouco senso analítico, ignorar grande parte da cultura existente, mas ser um excelente especialista em determinada área e ser muito valorizado na sociedade atual com grande recompensa financeira, base de nossa estrutura de valores. Isto de certa forma é um incentivo a alienação e ao progresso da criação do padrão mental.
Aceitando uma consciência fora de nosso estado físico, deveríamos ter uma educação onde a base seria a língua, para nos comunicarmos e o principal seria o desenvolvimento do pensamento crítico. Dai para frente cada um teria a liberdade para busca o conhecimento e o desenvolvimento de suas aptidões, de acordo com sua vontade e necessidade. Porque uma pessoa em formação tem que aprender física, química, história, entre outras matérias, sendo que não foi dada a ela as ferramentas necessárias para que tenha a capacidade de escolher seus estudos e seu desenvolvimento. Poderíamos transformar a realidade em que vivemos, simplesmente admitindo a possibilidade de desconstruir o padrão mental imposto por nossa formação escolar e de vida. Podemos criar um sistema de formação de pensamento livre.
Quando se fala as quatro ventos, principalmente em períodos eleitorais, sobre a importância da educação, raramente é levada a discussão com verdade. A educação necessária está muito longe de criarmos técnicos. Somos uma civilização do século 21. Já estamos na hora de vivermos os conceitos desse novo século.

Monte Verde, muito frio e muito charme...







quarta-feira, 6 de outubro de 2010

REVISTA VIDA SIMPLES


A Revista Vida Simples, da editora  Abril, autorizou a publicação de textos dela no blog Lado B, então hoje estréia alguns dos ótimos textos publicados por eles para vocês que acompanham este blog. Na página Textos Vida Simples. Boa Leitura!

A vida esta ficando cada vez mais enlatada!


Tudo pronto.
Frases? Já vem pronta. Relacionamento? Em 140 caracteres. Opinião? A da maioria. É a era da “informação digital”. Nunca, pelo menos na história escrita, a humanidade teve a disposição tanta informação. Então deveríamos estar mais inteligentes, com um senso critico muito mais apurado, conceitos mais elaborados, mas...
Primeiro o rádio, uma espécie de áudio-book, instigando a imaginação com suas novelas, a informação em tempo real e as belas canções que embalavam as noites das famílias em suas casas. Depois a televisão, fonte de imagens e sons que já esboçavam um enlatamento da cultura, com programações ditas populares, “entretenimento de alienação”, criando um modelo de vida irreal com a contribuição da propaganda do mundo de Alice. Música? Somente aquelas que se canta com a bunda. Aí vem a internet, ah... essa sim, com a força da liberdade de expressão, com um volume indescritível de informação, imediata, o mundo a disposição, e... enlatou mais ainda? Um volume de informações rápidas, por mais contraditório que pareça, na maioria das vezes superficial.
Mas não são os meios e sim quem recebe as informações que está utilizando menos seu único diferencial dos outros animais: o pensar.
A dinâmica da vida de sobrevivência está nos levando a não nos relacionarmos mais. Não discutirmos os assuntos com um pouco mais de profundidade. Não nos darmos tempo para encontrarmos com outras pessoas, sentarmos com elas e desfrutarmos da melhor de todas as mídias: a boca.
Como faz bem conversar, ao vivo, em cores. Escutar, argumentar, ouvir estórias e histórias, vivências, tristes ou engraçadas, não importa: experiências, que nos faz sentirmos vivos.
É hora de criar o movimento “Slow Life”. Sem TV, com menos internet e mais bares, chopes, cafés, restaurantes... qualquer coisa ou lugar onde possamos encontrar pessoas. Sentar e gastar muito tempo com elas. Não há nada mais interessante que filosofia de final de noite. Exercitamos nosso direito de expressar, discordar, concordar, mas estamos ali, defendendo idéias. A vida é para se levar devagar, correndo menos e convivendo muito mais.
Bom, então desliga logo esse micro e vai procurar uma pessoa bem bacana para conversar. Tchau!

Em ritmo de "Passione"

Você pode ter várias em uma vida, mas é necessário apenas uma. Precisamos de pelo menos uma! Ela preenche uma lacuna que nos mostra a pureza da incondicionalidade, o vazio que é preenchido pela doação, no sentido mais amplo que esta palavra pode ter. A partir deste momento o verbo trocar é eliminado do seu vocabulário, mesmo que momentaneamente. A energia gerada não se renova, ela simplesmente não se acaba. Uma infinda onda de amor sem nada em troca.
Podemos até passar uma vida sem ter uma paixão, mas incompleta será. Pode se exprimir este sentimento sendo por outra pessoa, mas ele pode ser por qualquer coisa. A vontade de estar, experimentar, não se separar, de achar aquele momento único e o mais importante de nossas vidas, e talvez até seja mesmo. Tudo isso em um caldeirão de fervor e adrenalina.
É uma energia para ser emanada, vivenciada, experimentada e principalmente guardada e mesmo que não queiramos ela vai ficar e nos acompanhar.
É como se fosse uma marca, uma tatuagem em nossas almas, em nossos corações, não ocupando um espaço à ser substituído ou preenchido mas ocupando todo nosso ser, sempre interagindo e se misturando as novas experiências que vem e vão.
É um sentimento muito próximo ao amor, mesmo que não tão sublime como.
Parafraseando Vinícius, “...quem nunca viveu uma paixão, nunca vai ter nada não...”

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nossa, tem dia que é f...

O que fazer num dia que podia ter pulado. Tédio!! Nessas horas parece que não tem o que fazer... passar um email? Dar uma twitada... essa é de matar! Pensar em Deus... não... Ele deve ter mais o que fazer. Olhar para dentro, tipo Yoga. Não dá, hoje não tem nada dentro. Passear com o filho no shopping. Essa pode melhorar. Se não tiver filho, tentar fazer um. Opa!! Essa é boa! Não vai rolar... Pensar em uma coisa bem braba para ver que o dia não foi tão ruim assim, como: cair a obturação do dente do lado que você mais mastiga e você ainda não jantou!! Não, essa é demais. Pensar que você está assim porque a grande maioria das pessoas que você conhece é medíocre, e você não é igual a elas... nossa, que medíocre isso! Calma, eu tô tentando...
Assistir TV. Aiii, tá passando programa eleitoral... Debate esportivo... Um filme chato no meio... A vida selvagem (ahhh não, vida animal essa hora não!)... Programa de culinária... não vai rolar também. Um bom livro. Em dia de tédio? Melhor não. Escutar música. Boa. Colocar no aleatório para ver o que vem...

“ Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho a onde eu vou... As vezes ando só trocando passos com a solidão, momentos que são meus e que não abro mão...
Já sei olhar o rio por onde a vida passa, sem me precipitar e nem perder a hora. Escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou prá mim agora...
Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você...
É! Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri. Palavras me aguardam o tempo exato prá falar. Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...”
“Prá rua me levar” de Ana Carolina.

É... esse lance de música é f...

Obs.: Se quiser, pode ouvir também “baba baby” interpretada pela Maria Gadú, você vai ver que tem coisas muito ruins que podem até ficar boas... aproveita e escuta o resto do CD que é muito legal...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A vida é um jogo de futebol


Precisamos competir uns com os outros e há um tempo para isso. É necessário estarmos unidos a um time, uma tribo, uma corporação... Todo time tem um craque, que quase sempre tenta ser imitado.
É necessário seguir um técnico, um líder.
Todos corremos, todos os dias por um gol. Um gol apenas. Pode ser um grande emprego, a sena ou um grande negócio. Eles existem: os gols! Então porque não ser eu o artilheiro?!
O imponderável está sempre presente, tudo pode acontecer. O futebol é dos únicos esportes que permitem a uma equipe inferior sair vencedora.
E tem o juiz! Pessoa que tem o poder de julgar, decidir e principalmente errar. Sim, o juiz. Erro as vezes casual, as vezes proposital, mas que influencia diretamente o seu percurso.
Tem também os dirigentes, melhor não comentar.
E agora, os principais ingredientes finais: a paixão, a torcida e a esperança.
Ah... a esperança, essa faz milagres.
E por tudo isso, ganhamos dinheiro.
O futebol é formado por uma matriz, uma matriz que forma grande parte da vida das pessoas deste mundo. Por isso é tão querido. Ultrapassa fronteiras, religiões, raças, sexo, enfim, quase tudo, e, as vezes, é até fanaticamente seguido. Isso pela identidade que existe entre ele e nossa matriz de vida.
Nós vivemos dentro de matrizes. Preste a atenção como médico tem cara de medico, músico tem cara de músico, político cara de político, bandido de bandido, gari de gari e assim vai. Assumimos uma matriz e vamos nos moldando à ela. Quase sem perceber escolhemos uma matriz para viver e vamos com o tempo adquirindo todas as suas simbologias, comportamentos e acabamos vivendo dentro dela, com o custo da própria vida. Se outro escolhe outra matriz muito diferente da sua; aí vem o preconceito. De novo ele. Ele sempre aparece!
De vez em quando percebemos que está tudo errado, então assumimos outra matriz. Mudamos nossos hábitos, modo de vestir, modo de falar, tribo, e como um passe de mágica, estamos diferentes. Diferentes? De quê mesmo?
E assim caminhamos analisando... pensando... mas no fim estamos dentro de uma matriz. Que coisa não? Acho que um exercício interessante para nossas vidas seria desconstruirmos as matrizes em que vivemos. Como seria o mundo? Seriamos nós mesmos. Que medo!!! Ou será que seríamos felizes?

Vem aí o verão. Não se preocupe.

Gente, tem um texto do Cassio Brandão na página de texto. Muito legal, não deixem de ler.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Mundo Ideal

Como seria o mundo ideal?
Sem governantes, sem leis, sem regras, sem imposição. Anarquia? Não. Consciência e liberdade.
Porque somos governados por pessoas, hábitos, moda e costumes? Talvez por sempre pautarmos nossa vida na zona de conforto, “...vida de gado, povo marcado, povo feliz...” como já disse Zé Ramalho, nosso Bob Dylan. É possível trocarmos nossa condição de formigas (abelhas seriam um pouco melhores) por uma condição de seres pensantes. A famosa corda entre o Animal e o Super-Homem – uma corda sobre o abismo (Nietzsche). Pode ser que esta possibilidade fique apenas no campo dos sonhos, das idéias. Neste ponto podemos emendar com Platão definindo a idéia como: perfeita, eterna, imutável e mais real que os particulares que as partilham. Mas, se temos a capacidade de concebermos as idéias, porque não de executá-las, assim como nós a imaginamos? Porque estamos de forma atávica ligados ao medo. “Estamos presos em uma caverna seduzidos por uma ilusão, confundindo sombras com realidades, mas quase sempre sem saber que estamos sendo enganados” (de novo Platão).
Não conseguimos enxergar a verdadeira imagem da vida porque estamos voltados à sombras delas. Voltar-nos ao nosso mundo interior nos leva, quase via de regra, a acessarmos o mundo verdadeiro, sem a interferência dos muros erguidos pela cobrança da unificação das atitudes e do preconceito. Que bobagem esta sociedade. Criando barreiras e medos, vivendo uma ansiedade de sabermos que somos melhores do que nos apresentamos.
O mundo ideal é livre e só há liberdade se existir o amor. Não é possível um mundo melhor sem que necessariamente estas duas expressões ou sentimentos caminhem absolutamente juntos. Com o amor não há o medo. Então seremos livres de nós mesmos e poderemos acender as luzes da vida. Entenderemos as sombras, parte de nosso ser, e, finalmente enxergaremos a beleza do “mundo real” com suas várias nuances. Poderemos então, pelo menos aproximar, as idéias de nossas vidas cotidianas.
Em resumo, pode-se dizer que com três atitudes conseguiremos o mundo ideal: a idéia, a liberdade e fundamentalmente o amor, sendo este talvez, a semente, o início e o fim de todo nosso processo evolutivo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nosso Lar

Li uma crítica ao filme “Nosso Lar”, tanto no que se refere ao orçamento do filme de R$ 20 milhões (segundo o Blog do Mauricio Stycer, o crítico em questão) quanto ao conteúdo e a produção. Gostaria de pegar o gancho de meu último texto sobre as fábulas. Mesmo que tudo o que foi mostrado no filme, fique no campo ficcional, mesmo que acreditemos que toda a história é uma criação de Chico Xavier e não uma psicografia, temos que admitir a beleza da mensagem e a viajem no mundo da imaginação humana a procura de uma melhor forma de convivência. Fico muito triste ao ver uma crítica tão maldosa, deixando nas entrelinhas que o investimento no filme foi mal utilizado, reduzindo o texto a uma “verborragia”, como se o crítico estivesse acima de todos e fosse o detentor do conhecimento. Sem me prender a maldade do critico, o qual não vale a pena gastar meu tempo, o filme é um dos raros momentos de reflexão sobre nossa existência, do ponto de vista espírita. Não sou espírita e nem é a intenção defender nenhuma religião, mas sim a livre expressão, o respeito a todas as filosofias e o incentivo a divulgação delas. Devemos sempre estar prontos a receber e procurar entender o vários pontos de vistas, que tenho certeza de só agregar à nossa caminhada.  Acredito que devemos dar espaço as nossas “fábulas ou verdades” de nosso imaginário e abrir nossas mentes as diversas possibilidades de nossa existência. Dar fim de vez ao preconceito (por sinal a qualquer tipo dele) aos assuntos do qual não conseguimos explicar com a dita racionalidade e lógica.
Então, deixem os preconceitos em casa, e assistam este filme que nos faz sair da loucura do dia a dia e refletir um pouco sobre a vida, independente de nossas crenças. Vale a pena!

Embu das Artes

Como está no folheto deles: "uma das maiores manifestações artísticas e culturais do Brasil". É verdade, vale a pena conferir. Vai umas imagens de lá.